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O que é Transtorno de Déficit de Atenção | Hiperatividade? 


18 • 06 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Não conseguir focar em algo ou não concluir uma atividade não significa que você tem Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – TDA/H. Diferencie aquilo que é prioridade e você consegue concluir, daquilo que você não gosta de fazer e procrastina.

Seguidamente, escuto: “será que não tenho TDA/H?  Muitas vezes é mais fácil dar o nome de uma psicopatologia a um comportamento do que enfrentar uma situação, conhecer as crenças (ir)racionais e criar estratégias para lidar com ela.

Antes de explicar sobre TDA/H, vamos fazer uma combinação, certo? Jamais se diagnostique; não temos essa capacidade, mesmo que sejamos um profissional da área. Isso limita seu desenvolvimento e acaba te autossabotando.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, o TDA/H se destaca por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, que interfere no funcionamento e no desenvolvimento da pessoa.

 Para a desatenção, seis ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses: geralmente não prestar atenção em detalhes, negligenciar e cometer erros por descuido; dificuldade de manter a atenção em aulas, reuniões, conversas ou leituras prologadas; não conseguir escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente; iniciar tarefas e dificilmente as terminar; dificuldade de manter a ordem, seja no trabalho ou na vida pessoal, bem como de cumprir prazos; mau gerenciamento do tempo – frequentemente não gostar de realizar tarefas ou reluta em se envolver com as que exigem esforço mental; perder objetos pessoais ou do trabalho; distrair-se por estímulos externos e ter dificuldade de organizar as atividades cotidianas, como pagar contas, manter horários agendados, realizar tarefas e obrigações.

Para a hiperatividade e impulsividade, seis ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos 6 meses: com frequência remexer ou batucar as mãos ou os pés ou se contorcer na cadeira; seguidamente se levantar da cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado; correr ou subir nas coisas em situações inapropriadas; ter dificuldade para brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente; dificilmente parar, estar sempre fazendo alguma coisa;  falar demais, a ponto de dar a resposta ou completar a pergunta do outro – interromper e se intrometer; ter dificuldade de esperar a sua vez.

A maioria das pessoas com TDA/H já manifestaram alguns dos sintomas listados acima até os 12 anos de idade.

O TDA/H está associado a desempenho escolar e sucesso acadêmico reduzidos, rejeição social e, nos adultos, a piores desempenho, sucesso e assiduidade no campo profissional e maior probabilidade de desemprego e existência de muitos conflitos interpessoais.

Se você se identificou com algum dos pontos acima, busque ajuda profissional e faça uma avaliação específica para TDA/H. Tem tratamento!

Beijos e até a próxima coluna,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Amor patológico: procure ajuda profissional


07 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Na última coluna, abordei o tema relacionamento, expondo a diferença entre o amor e a paixão. No texto de hoje, darei continuidade ao assunto relacionamento, porém fazendo uma reflexão muito séria e que, se não identificada e tratada, pode causar graves problemas.

Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação. Ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social;

– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…;

– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo;

– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada;

– Perseguições;

– Sintomas físicos de abstinência;

– Comportamentos impulsivos e irracionais;

– Preocupação excessiva;

– Tortura psicológica;

– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o parceiro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes, a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Caso tenha se identificado com a nossa conversa ou conheça alguma amiga com este tipo de relacionamento, busque ou sugira ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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