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Você vive no corre-corre? Aprenda a viver em conexão com o momento presente


28 • 01 • 2019
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Já estamos na segunda quinzena de janeiro de 2019 e parece que foi ontem o Natal e o Ano-Novo, concordam?

“Conhecemos o mundo apenas pela janela da nossa mente. Quando a mente está agitada, o mundo também está. Quando a mente está em paz, o mundo também está. Conhecer a nossa mente é tão importante  quanto tentar mudar o mundo”(Haemin Sunim).

A vida adulta é agitada. É necessário equilibrar vida familiar, trabalho, atividade física, vida social, lazer, e, quando percebemos, lá está a segunda. Todavia, o que devemos fazer é dar sentido para todas as atividades, viver o presente – aqui e agora, sentir o motivo, a intensão – enfim, conectar-se.

Aquela história de piloto automático já é passado. A cada dia, independentemente da sua rotina, você pode – aliás, deve – buscar equilibrar prioridades e necessidades, buscando sempre a conexão.

 

Veja bem: quando algo o incomoda, o problema está na forma como você enxerga o que acontece. O SEU mundo lhe pertence e a forma como você vê a sua vida é singular. Quando estiver atarefado ou estressado, tenha consciência e assuma sua responsabilidade. Quando você faz isso, aciona a razão e assim tem mais recursos para enfrentar qualquer coisa.  Evite deixar um pensamento fantasioso criar asas.

Mas como assim?

  • Quando for tomar banho, foque na atividade de banhar-se. Sinta a água no seu corpo. Por acaso, você sabe qual é o cheiro do seu shampoo e condicionador? Ah! E do seu sabonete?
  • Quando for tomar café, almoçar, lanchar ou jantar, mastigue bem os alimentos, sinta o gosto. Escolha seus alimentos com consciência e não por emoção. Sinta o gosto, o cheiro, mastigue-os. Busque descansar os talheres no prato enquanto mastigar. Tenha consciência do que está fazendo e conecte-se.
  • Se for levar o filho na escola, aproveite o momento para conversar com ele. Faça perguntas, conte como será seu dia. Deseje uma boa aula, abrace-o.
  • Quando surgir imprevistos, entenda que coisas assim acontecem diariamente com milhares de pessoas e fazem parte da vida. Busque resolver, em vez de penalizar os outros ou a si próprio.
  • Leia um livro, determine número de páginas diárias.
  • Quando fizer atividade física, sinta o músculo que está sendo exercitado; inspire e expire.
  • Ao dirigir, fique atento ao trânsito; quando parar nos semáforos, olhe seu entorno, observe.
  • Escute músicas que você ama, conecte-se com a letra, sinta a vibração no corpo.
  • Escreva suas atividades e faça uma de cada fez, evite realizar muitas ao mesmo tempo. Fazer muitas coisas simultaneamente aumentará a sua exaustão. Além disso, o cérebro não consegue se concentrar com muitas coisas ao mesmo tempo.
  • Quando estiver com sua família ou amigos, esteja com eles e não com o celular na mão.
  • Quando estiver se sentindo agitado, retome a posição inicial do sentir e conectar-se, não importa qual seja a atividade. Quando nos conectamos, minutos parecem horas. Já quando estamos desconectados de nós mesmos, horas parecem minutos.

Equilibrar não é deixar de fazer as atividades, e sim escolher aquilo que é prioridade e importante, afinal, em um mundo 24h on-line, podemos fazer INÚMERAS coisas. Cabe a você escolher o que faz sentido na sua vida. Evite o piloto automático, pois ele apenas executa.

Fez sentido? Compartilhe com alguém que precisa desacelerar e dar sentido para TODAS as atividades.

Um beijo,

Janaína Leão

@psicologa_janainaleao   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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O que é Transtorno de Déficit de Atenção | Hiperatividade? 


18 • 06 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Não conseguir focar em algo ou não concluir uma atividade não significa que você tem Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – TDA/H. Diferencie aquilo que é prioridade e você consegue concluir, daquilo que você não gosta de fazer e procrastina.

Seguidamente, escuto: “será que não tenho TDA/H?  Muitas vezes é mais fácil dar o nome de uma psicopatologia a um comportamento do que enfrentar uma situação, conhecer as crenças (ir)racionais e criar estratégias para lidar com ela.

Antes de explicar sobre TDA/H, vamos fazer uma combinação, certo? Jamais se diagnostique; não temos essa capacidade, mesmo que sejamos um profissional da área. Isso limita seu desenvolvimento e acaba te autossabotando.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, o TDA/H se destaca por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, que interfere no funcionamento e no desenvolvimento da pessoa.

 Para a desatenção, seis ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses: geralmente não prestar atenção em detalhes, negligenciar e cometer erros por descuido; dificuldade de manter a atenção em aulas, reuniões, conversas ou leituras prologadas; não conseguir escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente; iniciar tarefas e dificilmente as terminar; dificuldade de manter a ordem, seja no trabalho ou na vida pessoal, bem como de cumprir prazos; mau gerenciamento do tempo – frequentemente não gostar de realizar tarefas ou reluta em se envolver com as que exigem esforço mental; perder objetos pessoais ou do trabalho; distrair-se por estímulos externos e ter dificuldade de organizar as atividades cotidianas, como pagar contas, manter horários agendados, realizar tarefas e obrigações.

Para a hiperatividade e impulsividade, seis ou mais dos seguintes sintomas persistem por pelo menos 6 meses: com frequência remexer ou batucar as mãos ou os pés ou se contorcer na cadeira; seguidamente se levantar da cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado; correr ou subir nas coisas em situações inapropriadas; ter dificuldade para brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente; dificilmente parar, estar sempre fazendo alguma coisa;  falar demais, a ponto de dar a resposta ou completar a pergunta do outro – interromper e se intrometer; ter dificuldade de esperar a sua vez.

A maioria das pessoas com TDA/H já manifestaram alguns dos sintomas listados acima até os 12 anos de idade.

O TDA/H está associado a desempenho escolar e sucesso acadêmico reduzidos, rejeição social e, nos adultos, a piores desempenho, sucesso e assiduidade no campo profissional e maior probabilidade de desemprego e existência de muitos conflitos interpessoais.

Se você se identificou com algum dos pontos acima, busque ajuda profissional e faça uma avaliação específica para TDA/H. Tem tratamento!

Beijos e até a próxima coluna,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Quando o excesso te estressa!


19 • 02 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Você sabia que o excesso de atividade pode influenciar na sua ansiedade e diminuir o seu rendimento?

Seguir uma rotina para algumas pessoas não é uma tarefa fácil. Não sabem o que priorizar, mudam constantemente de atividades e na sua maioria não dão continuidade. Querem “tanto” que acabam desistindo. Vamos abrir um parêntese para conversarmos um pouco sobre garra e perseverança.

O que é ter garra?

Ao contrário do que muitos imaginam, garra tem mais a ver mais com resistência do que com intensidade. Garra é você permanecer e valorizar determinada atividade e não desistir, porque ficou difícil. Neste ponto entra a perseverança que vai além de persistir. Ter garra é nunca se dar por satisfeito e ter a “certeza” que sempre pode melhorar e aprender. Quanto mais você conhecer o propósito de vida, ter clareza do que ama fazer, possivelmente terá mais garra.

Voltando ao tema de hoje, quando você tem muitas atividades e não tem definido a sua prioridade, acaba desistindo ou acumulando tarefas. Ainda pode encontrar alguma amiga que conta suas atividades e o bem que está gerando e você, por estar “perdida”, opta por também seguir a atividade da amiga. Essa situação é muito comum. Por fim, você se compromete com algo que nem sabe se gostará de fazer.

A falta de clareza e direcionamento podem contribuir para os excessos de tarefas e, em consequência, vem a frustração e o aumento da ansiedade. Afinal, mais cedo ou mais tarde você percebe que sua vida “não está andando”.

Por isso, seguem algumas dicas que te ajudarão a se organizar melhor. Se você dorme 8 horas por dia, como você poderia dividir as atividades entre as 16 horas que passa acordada?

Para responder essa pergunta, sugiro que você tenha claro:

  • Qual é sua prioridade?
  • Qual é o seu objetivo?
  • Quais são suas metas diárias para atingir o objetivo acima?
  • Conquistar o objetivo implica o que na sua vida? De 0 a 10 vale a pena?
  • Se você não conquistar qual o impacto na sua vida? Aqui você consegue mensurar o nível de importância, garra e perseverança?

Viver no aqui e agora lhe ajudará a organizar melhor a sua rotina e a escolher o que é prioridade e importante no seu dia.  Quanto mais atividades você listar diariamente e menos efetiva for, maior será a sua ansiedade no final do dia. Esse comportamento somado dia a dia resultará, daqui a alguns meses, num grande estresse.

Como minimizar essa situação?

  • Tenha clareza das perguntas acima.
  • Escreva seu planejamento diariamente e DIVIDA suas atividades por prioridade e período do dia. Lembre de incluir o tempo de deslocamento, lazer e redes sociais. Busque deixar o final de semana mais “livre”, exceto do que é prioridade.
  • Se você costuma ficar muito tempo nas redes sociais e perdendo o foco das atividades, baixe um App que controla o tempo nas redes sociais. Isso te ajudará a ficar menos tempo e no inicio te ajudará a não entrar toda hora. Ah! Para ver que você passa muito tempo nelas, baixa o aplicativo e nos primeiros dias use normalmente e depois estabeleça um tempo.
  • Sempre que for adicionar uma nova tarefa na sua programação, tenha clareza que ela faz sentido e que está dentro do que você deseja para sua vida.
  • Reveja suas atividades de tempos em tempos, para ver se você não pode substituir por outra.
  • Lembre-se que você não conseguirá fazer tudo o que deseja e não se cobre ou fique frustrada por isso.

Tenha sempre em mente que todo excesso esconde uma falta.  Toda falta é algo que você, por algum motivo não quer ver, sentir, perceber… Nosso corpo tem limite, inclusive o sono serve para recarregar nossos hormônios. Da mesma forma, fazer uma “super” lista com muitos itens de atividades será insuficiente.

Comece aos poucos, foque no aqui e agora, enfrente as adversidades, tenha perseverança e garra.

Um beijo!

Até a próxima.

Ótima reflexão.

Espero que tenham gostado. Dúvidas? Entre em contato comigo.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br