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Como escolhemos nosso parceiro?


30 • 10 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Num mundo com mais de sete bilhões de habitantes, o que atrai uns aos outros, além da energia? Você sabia que nós emitimos “microsinais” muitas vezes de forma inconsciente, mas o suficiente para duas pessoas captarem e se aproximarem!?

Muitos acreditam que se escolhem pela fisionomia, ledo engano. O contato inicial, na maioria dos casos, ocorre via comunicação não verbal, assim como a química e atração.

Você sabia que nas décadas passadas a escolha do(a) parceiro(a) se dava por interesses religiosos, financeiros, culturais e amor nem era abordado? Atualmente, isso ainda acontece, principalmente em outras regiões e crenças. Já na nossa cultura, na maioria dos casos, o amor passa ser validado e entendido como algo importante para escolher o seu/sua parceiro(a).

Desde os primórdios, o homem vive em grupo. Muitas pessoas buscam o relacionamento para ter companhia. Atualmente, além da companhia, busca-se tarefas compartilhadas, aconchego, se sentir pertencente a alguém, afeto, vinculo, troca e etc.

Vamos direto ao ponto, a escolha pelo(a) parceiro(a) passa pelos seguintes itens:

  • Buscamos de forma inconsciente aquilo que sentimos, vivemos ou estamos vivendo naquele momento no outro, ou seja, semelhanças daquilo que somos ou que gostaríamos de ser.
  • Nossas referências de pai e mãe – aquilo que vivenciamos como relação e base de amor, incluindo situações traumáticas. Exemplos: pai autoritário, ditador de regras, rígidos, parceiro rígido. É uma escolha inconsciente, um modelo mental! Como mudar esse cenário? Buscar psicoterapia para você é a oportunidade de reconstruir novos cenários. Não é porque você viveu situações desconfortáveis que precisa continuar no ciclo. A psicoterapia é muito eficaz para dar outro significado a sua historia!
  • Estudo publicado na revista cientifica Nature aponta que procuramos parceiros que tenham o antígeno leucocitário humano (HLA sigla em inglês) diferente do nosso). OHLA está relacionado à sexualidade e a procriação. O HLA também define o cheiro do nosso próprio corpo. Isso comprova mais uma vez que nossas escolhas são inconscientes.

Investir em um relacionamento saudável requer esforço e muita dedicação. Não basta apenas amar e ter um(a) parceiro(a), é preciso estar disposto  para criar uma relação prazerosa, harmoniosa e equilibrada para ambos. Desafios sempre existirão porque é um contexto formado por pessoas diferentes, gostos e culturas distintas. Mas com muita conversa e transparência o casal consegue equilibrar o seu ponto.

O(a) parceiro(a) ideal é aquele que encaixa na sua vida como ele é. Por isso, cada um deve resolver suas pendências emocionais para que juntos possam construir a cultura do casal. Essa história de querer transformar o(a) parceiro(a) igual a você é um ponto delicado e que pode complicar a estrutura da relação chegando ao fim.

Por fim, suas escolhas falam muito de você – do que você é e do que deseja ser. Ao invés de mudar o outro, comece a mudança dentro de você.

Estamos juntas!

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Amor patológico: procure ajuda profissional


07 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Na última coluna, abordei o tema relacionamento, expondo a diferença entre o amor e a paixão. No texto de hoje, darei continuidade ao assunto relacionamento, porém fazendo uma reflexão muito séria e que, se não identificada e tratada, pode causar graves problemas.

Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação. Ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social;

– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…;

– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo;

– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada;

– Perseguições;

– Sintomas físicos de abstinência;

– Comportamentos impulsivos e irracionais;

– Preocupação excessiva;

– Tortura psicológica;

– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o parceiro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes, a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Caso tenha se identificado com a nossa conversa ou conheça alguma amiga com este tipo de relacionamento, busque ou sugira ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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