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O que as crenças têm a ver com a minha vida financeira? Tudo!


26 • 11 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem com vocês?

O que as crenças têm a ver com a minha vida financeira? Tudo!

Hoje damos continuidade ao nosso último assunto trazido no texto “Você tem se preparado financeiramente para sua vida?”. Se você não o leu, sugiro que faça a leitura.

As crenças podem trazer prejuízo à nossa vida. Mas há uma boa notícia: toda crença pode e deve ser trabalhada, principalmente as ruins, que podem nos prejudicar, atrapalhar e causar muito sofrimento. Mas o que é uma crença?

É  algo que você construiu na sua mente, de que tem certeza e em que acredita piamente. É um padrão rígido e repetitivo de viver a vida. As crenças são adquiridas no nosso desenvolvimento – tudo aquilo que você viu, ouviu, sentiu e como viveu vai “desenhando” o seu padrão de entendimento. As crenças vão sendo formadas a partir de então.

Crenças limitantes são pensamentos que atrapalham sua vida. Na medida que você se propõe a entender o sentido e o significado delas,perceberá o quão fantasiosas são – sem falar que servem apenas para restringir a sua vida, seus comportamentos, suas escolhas.

As crenças positivas devem ser mantidas, pois elas nos impulsionam. As irracionais, por outro lado,devem ser desconstruídas. Como fazer isso? Dificilmente conseguiremos trabalhar as crenças irracionais sozinhos, porque é muito difícil reconhecê-las. Para lidar com elas, você precisará de ajuda profissional para entender o motivo de sua existência e desconstruir as que não forem positivas. Uma forma de fazer isso é perguntando-se quais são as evidências de que a crença é verdadeira, quantas vezes ela aconteceu. Também é possível questionar-se: Se eu contar sobre minha crença para uma pessoa, minha fala fará sentido? Meu relato servirá para meu ouvinte? Eu sou o comportamento retratado na minha crença 24h por dia, 7 dias da semana? Qual é a emoção que eu sinto quando falo sobre ela? Por qual pensamento e comportamento posso substituí-la? Uma forma de trabalhar as crenças é relativizar sobre elas, por isso é importante que você converse com outra pessoa a respeito.

Em relação a dinheiro, qual é a percepção que você tem sobre o assunto? Investir? Gastar? Não ter reserva?

Sua resposta falará da sua crença que, possivelmente, terá uma ligação com aquilo que você aprendeu ou viu na sua infância acerca do tema.

Lembre-se de que você pode aquilo que acredita que pode. Fique atento na sua fala e principalmente no que você acredita. Quando trabalhamos crenças,estamos falando de padrão de pensamento e comportamento. Falamos também de escolha e ação. Talvez você esteja agindo de uma forma – em função das suas crenças limitantes –, e gostaria de agir de outra.

Uma dica para reconhecer suas crenças é escrever a respeito delas. Atente-se para as que considerar limitantes e esforce-se para desconstruí-las. Dá trabalho, mas é possível. Não adianta focar só no comportamento – é preciso ir na “base” e descobrir por que, como e desde quando você acredita nelas.

Até a próxima.

Um beijo,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Qual a sua relação com a comida?


02 • 07 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Hoje abordarei um tema delicado e muito presente noa dias de hoje, a restrição alimentar: compulsão por comer alimentos saudáveis, excesso de atividade física, pensamentos obsessivos sobre comida, doce, carboidrato… Esses comportamentos não são saudáveis e, provavelmente, dizem respeito a uma disfunção. Infelizmente são tratados, por muitos, como “estilo de vida”, enquanto outros ainda chamam de “lazer”.

Hoje, ser magro para muitos é sinônimo de “sucesso” e para alguns “sorte”. Muitos se sujeitam a dietas altamente restritivas, porque possuem grande impulsividade e padrão de compulsão e obsessão. Quem não consegue estar magro tende a se culpar.

Veja bem, estamos falando de maneira generalizada sobre a predisposição que algumas pessoas têm a desenvolver transtorno alimentar ou transtorno obsessivo compulsivo ou ainda transtorno de humor. O desejo por ser magro, ter a barriga trincada, põe em risco a saúde de muitas pessoas, que acabam alcançando baixo percentual de gordura e ficam com hormônios alterados, baixa concentração, energia e foco.

Um ponto preocupante é o fato de que muitos pais incentivam esse tipo de comportamento porque falam diariamente sobre o assunto nas suas casas; os filhos ouvem, aprendem e repetem o padrão. Muitos pais não reconhecem que fazem isso; alguns porque não sabem exatamente o que estão fazendo, outros porque negam que têm algum problema em relação à comida, atividade físicarestrição alimentar.

Você pode identificar o que acontece no seu núcleo, se estiver disposto, é claro. Perceba a intensidade da sua preocupação com a comida, em engordar e fazer atividade física.  Observe se há algum prejuízo na sua vida que envolva restrição alimentar: você evita situações, festas, convites para não comer, come pouco – sempre sobra comida no prato? Tente perceber qual a intensidade dos pensamentos e a frequência dos comportamentos que envolvem comida.

Por exemplo, engana-se quem pensa que a anorexia se reserva apenas a pessoas muito magras, “pele e osso”(isso são casos graves e crônicos). Também está equivocado quem acredita que a pessoa bulímica só vomita. Para evitar distúrbios como esses, busque entender o que acontece com o seu padrão de pensamento e comportamento no que respeita a comida e distorção de imagem corporal.

Se você tem conflito com o corpo e a comida, restringe alguns alimentos, faz muita atividade física ou sente muita culpa por não fazer nada disso,  busque ajuda profissional. Para todos os casos tem tratamento. Aprenda a viver em paz com seu corpo, seu pensamento e não seja escravo de padrões corporais que muitas vezes são doentios. Foque na sua saúde e principalmente na sua essência. O nosso corpo transmite aquilo que somos e como cuidamos da nossa saúde e buscamos o nosso equilíbrio emocional.

A próxima coluna será sobre os tipos de transtornos alimentares. Fiquem ligados!

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Família: Qual Seu Ciclo Evolutivo?


23 • 04 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

Se você quer entender determinados padrões de pensamento, atitudes, comportamentos, crenças, formas de se relacionar, amar e etc., entenda como foi o seu convívio familiar, o que você aprendeu, o que foi dito,  visto, ouvido, sentido e qual é o seu ciclo de vida atual.

Família não é uma expressão passível de conceituação, mas sim de descrição, que envolve cultura, ambiente social e também influências genéticas. Cada família tem seu movimento e estrutura.

Não existe uma família que não tenha problemas. O que distingue uma família saudável de uma disfuncional não é a ausência de problemas, mas a forma como se enfrentam as dificuldades e como é organizado seu sistema de apoio.

 Todos nós passamos por ciclos evolutivos, e reconhecê-los fortalecerá o vínculo familiar e nos preparará para novas etapas, novos obstáculos e novas superações.

A fase de aquisição familiar inicia com a união do casal e vai até o início da adolescência dos filhos. Essa etapa também é de muito aprendizado, troca, discussão, dúvida, insegurança, incerteza… É um momento em que o casal está construindo a sua conjugalidade e o seu espaço.

Com a chegada dos filhos, o casal se reencontra de outra forma, e novamente precisará reconstruir a relação, dividir tarefas e viver o novo ciclo de forma compartilhada.

Já a fase adolescente é compreendida por um período de profundas transformações pessoais e relacionais de pais e filhos, e se caracteriza pelo questionamento de crenças, regras e valores. É quando os filhos estão na adolescência e, consequentemente, os pais também, vivenciando e relembrando situações vividas por eles mesmos. Também é necessário se readequar e entender o momento.

A fase madura é quando os filhos atingem a idade adulta. Com isso, a família passa a vivenciar o período de maturidade; o relacionamento entre pais e filhos passa a ser de independência, com estes tendo capacidade de gerenciar as próprias vidas. Nessa altura, os filhos realmente percebem o envelhecimento dos pais, algumas dificuldades cognitivas ou até mesmo físicas. O nível relacional é de muita maturidade, acolhimento, e o vínculo tende ainda a se fortalecer.

Por fim, a fase última caracteriza-se pelo envelhecimento dos pais e por transformações na estrutura familiar. É normalmente nela que um dos cônjuges fica viúvo. Aqui entra um ponto importante: se as relações foram bem desenvolvidas nas etapas anteriores, geralmente o sistema consegue se adaptar às novas demandas que a fase última apresenta.

Em qual ciclo você se encontra? Conhecê-lo vai ajudá-lo a compreender suas dificuldades, inseguranças e lhe trará muitos aprendizados. Negar um ciclo é prorrogar uma dor. Vivê-lo plenamente é a melhor opção.

Aproveite a sua família, entenda suas dificuldades e seja um agregador, não apenas um crítico.

Família é a base de todos os sentimentos. Nela aprendemos, sentimos e experimentamos o que o mundo oferece. Família é vínculo de amor, não só de sangue, mas de coração e alma.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br