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Qual a influência da comunicação no amor?


21 • 05 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?
Ainda no clima do casamento Real, hoje vamos conversar sobre um assunto lindo, leve, envolvente e transformador: amor. Falaremos também sobre paixão. Você sabe o que a paixão tem a ver com o amor? Venha ler para descobrir e se envolver.

Justificar que todo relacionamento tem dificuldade, de certa forma é colocar os problemas embaixo do tapete e esperar que eles se resolvam magicamente. É fato: não existem relacionamentos perfeitos. Porém, você pode construir uma relação de complementariedade, parceria, troca, acolhimento e admiração.  Para isso, entender a diferença entre paixão e amor é importante.

Apaixonar-se é fácil, da mesma forma que viver uma paixão. Quando estamos imbuídos desse sentimento, tudo é maravilhoso, perfeito, incluindo o(a) parceiro(a). Isso acontece porque a paixão nos faz perceber o outro de forma idealizada, ou seja, olhamos e criamos uma pessoa que pode, inclusive, nem sequer existir. Viver uma paixão é empolgante e desgastante ao mesmo tempo: os pensamentos obsessivos referentes à pessoa ficam quase 24h na nossa cabeça; idolatramos, criamos histórias, cenários que podem ser fantasiosos.

A paixão é maravilhosa porque libera dopamina na corrente sanguínea, o que nos proporciona prazer. Antigamente, acreditava-se que a paixão podia durar por 6 a 9 meses; atualmente, existem estudos que falam em até 3 anos. Também podemos nos apaixonar várias vezes pela mesma pessoa – a duração nesses casos é menor, assim como a intensidade. A paixão é fugaz, intensa, muitas vezes inconsequente – às vezes sabemos que estamos fazendo algo errado, mas não conseguimos mudar nosso comportamento.

o amor é construído e depende de fatores pessoais. Quem ensinou você a amar? Sim, nós aprendemos a amar. Quando somos crianças, aprendemos pela via do exemplo; então a forma como os pais, avós, tios se tratavam e demonstravam o amor fala muito do como amamos e, principalmente, sobre como aprendemos a amar.

A maior parte dessa educação é absorvida até os 7 anos. Se você presenciou histórias de enganações, mentiras, falta de transparência, dificuldade de falar dos seus sentimentos, punições, agressões verbais, físicas e etc., existe uma grande probabilidade de você manifestar esses comportamentos de forma inconsciente. Veja bem, os itens listados acima falam mais de como não amar e não expor os sentimentos do que amar e compartilhar o que se sente. Muito antes de você ter seu primeiro relacionamento, você já foi treinado e de certa forma condicionado a construir uma relação de um determinado jeito.

Infelizmente, existem muitas crenças irracionais em relação a amar, a construir uma relação e a viver uma conjugalidade. Não há um conceito único sobre o amor, porque cada pessoa tem uma leitura e uma forma de amar. O sentimento é lindo, traz acolhimento, senso de pertencimento, segurança, cuidado, admiração, apoio, respeito e, principalmente, fornece espaço para o outro ser quem ele é.

Acredito que a comunicação é a principal responsável para ampliar o vínculo, o amor e a conjugalidade. Converse com seu/sua parceiro(a) de forma aberta, verdadeira, contando sobre você, seus sentimentos, desejos, objetivos, gostos e etc. Para que isso ocorra, é prudente que o outro esteja disposto para ouvir e, principalmente, acolher; a ouvir sem julgar. Afinal quem fala está se expondo, contando sua história. Revelar quem você é, o que pensa e sente é fundamental para criar intimidade. E a recepção do outro nesse processo faz a diferença.

Existem situações em que uma pessoa desconhece seus próprios desejos e o que ama, porque não se dá o luxo de pensar ou porque bloqueou ou omitiu determinada situação de si mesma. Se você ocultar essas informações da sua própria vida, terá grandes chances de viver situações semelhantes.

Na clínica, atendo casais e sempre ouço frases surpresas do tipo: “por que você nunca me falou isso?; “ jura que você gosta disso?”; “nunca imaginei que você pensasse dessa forma, que tinha esses medos, dúvidas” etc. Em toda sessão, o casal acaba conhecendo um pouco mais do seu/sua parceiro(a), porque o foco de sessões desse tipo é desenvolver a comunicação da dupla, para chegar a outras esferas.

Sua capacidade de amar é proporcional à sua capacidade de dizer a verdade. Para viver o amor, precisamos nos expor, nos conectar com esse sentimento que nos fortalece e que, se mal administrado, pode nos derrubar.

Daqui 15 dias darei continuidade a esse assunto.

Enquanto isso, peço que você reflita sobre dois pontos:

  • Quem e como ensinou você a amar? Qual o padrão de amor você busca?
  • Você acredita no amor?

Beijos e boa semana,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Oniomania | Quando Comprar Vira Doença


02 • 10 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

É fato, compramos por prazer, por status ou necessidade. Mas você sabe até que ponto o ato de comprar é normal? A compulsão por compras tem nome: Oniomania. Os portadores da Oniomania, também conhecidos como shopaholics, frequentemente não conseguem resistir à tentação de comprar. O que lhes excita é o ato de comprar e não o objeto comprado. Essa pessoa tem vontade de adquirir, mas não de ter. Você se identificou ou conhece alguém assim?

Os compradores compulsivos compram porque não conseguem controlar o impulso da compra. Inclusive, o mito “compro porque não estou bem” não se aplica à Oniomania. Exemplo: uma pessoa tratando de depressão pode continuar comprando, porque o ponto é controlar o impulso.

O importante é identificar sintomas que são comuns nesse tipo de comportamento, como por exemplo, pessoas que não conseguem controlar o impulso em comprar algo – incluindo objetos superficiais, ou quem fica ansioso ou excitado ao entrar numa loja até escolher algo para comprar. Muitas pessoas guardam o item comprado com etiqueta, por vezes não usam, e acabam se desfazendo depois de um tempo.

Comprar coisas desnecessárias e ter muitos itens iguais ou semelhantes, como: dez pares de sapatos pretos, nove ternos dentre eles, preto e azul marinho, vinte blusas brancas, também podem ser sintomas característicos da Oniomania. Na hora da compra, a sensação de prazer e alivio por executar a ação é muito intensa. É um momento de gratificação, recompensa e que dura pouco, mas logo em seguida surge um certo desconforto ou culpa após comprar o item. Muitos problemas podem ser gerados por essa doença. Os compulsivos contraem dívidas de até dez vezes a sua renda mensal, o que gera problemas pessoais e familiares.

Outro hábito muito comum da Oniomania é esconder, mentir ou omitir os objetos comprados e, enquanto não compram determinada coisa, essas pessoas podem ter sintomas físicos, como por exemplo: sudorese, taquicardia, irritabilidade. É um vicio no comportamento – ato de comprar – diferente do vicio da droga – que é químico.

A sensação de prazer ocorre pela liberação da dopamina, um neurotransmissor que justamente provoca o prazer e diminui a tensão, porém, dura segundos. Isso justifica a necessidade de a pessoa comprar mais e mais.  Assemelha-se a pessoas que usam drogas. A compulsão por compras, de acordo com pesquisas, afeta 5% da população.

Não se sabe a causa, porém diversos estudos apontam históricos familiares relacionados ao controle de impulsos, genética, transtorno de impulso, transtorno bipolar – fase mania –, podem comprar exageradamente, TOC, etc. Na maioria dos casos, só buscam ajuda quando estão endividadas.  Não se considera um problema de caráter e sim uma doença que tem tratamento.

O tratamento é buscar ajuda psiquiátrica ou psicológica. Na parte da psicologia, trabalhar com a psico educação: aprender a buscar formas saudáveis de recompensa, saber diferenciar uma compra normal de uma compra compulsiva, aprender a comprar e, principalmente, dar nome para suas dores – vazios.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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