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O que é vínculo?


15 • 08 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

Você sabia que muitos problemas psicológicos, tais como dependência afetiva, insegurança e angústia têm ligação com aquilo que você viveu, viu, ouviu e sentiu no decorrer da sua infância? A dinâmica da sua família, a forma como todos expressaram sentimentos de cuidado, controle, rigidez ou falta de limite, tudo influencia a forma como você se vincula.

Mas, o que é vínculo? 

Vínculo é ligação, laço, elo, conexão… Vincular-se é se relacionar, eternizar momentos, criar intimidade, dar espaço para o outro ser ele mesmo, independente do seu desejo. Criar vínculo não é aprisionar, ter controle ou posse. O vínculo é uma linha tênue imaginária que une pessoas, não apenas em relacionamentos amorosos. É confiança, segurança, apoio e base em qualquer relação.

O vínculo é a base para os relacionamentos evoluírem. Sabe aqueles amigos que você não vê com frequência, porém quando os encontra é como se os visse todos os dias? Às vezes você não tem nem notícias da pessoa e, quando a encontra, poucas horas são suficientes para estarem próximos, como se nunca tivesse havido qualquer separação. É disso que estamos falando.

Seus relacionamentos, sejam eles pessoais ou de trabalho, geram vínculos? Você cria um espaço acolhedor e empático?

Imagino que muitos estão pensando: afinal, como se cria vínculo? Aqui o que conta é a sua resposta, pois você precisará levar em conta tudo aquilo que aprendeu, viveu e sentiu na sua infância. Como é o seu vinculo com seus pais, irmãos, tios, primos, avós, amigos, colegas, vizinhos etc.? Se olhar para os relacionamentos de trabalho, amizade e amor dos seus pais, o que você enxerga? São pessoas que criaram intimidade com os outros? Você as vê mais fechadas? Mais amorosas? Rígidas, severas e com distanciamento? Amáveis, acolhedoras, incentivadoras? São pessoas que dão segurança ou são pessoas controladoras? Exercem autoritarismo ou autoridade?

Como se vê, são muitas as variáveis na equação, mas fazendo essa breve analise é possível compreender como você cria vínculo com o outro.

Crie relacionamentos que tenham conexão, ligação e laço. Aquilo que dá nó sufoca, espreme e está mais próximo de controle ou dependência. Nos relacionamentos em que os vínculos são saudáveis geralmente as pessoas convivem muito bem, pois o nível de confiança e segurança é equilibrado, possibilitando que o outro faça suas escolhas e não tenha medo de expressá-las.

O vínculo é aprendido e construído ao longo da vida. Se você não teve uma base familiar e emocional sólida, busque ajuda profissional, entenda sua história e desenvolva-se.  Sabe por quê? Porque vínculo é vida!

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Amor patológico: procure ajuda profissional


07 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Na última coluna, abordei o tema relacionamento, expondo a diferença entre o amor e a paixão. No texto de hoje, darei continuidade ao assunto relacionamento, porém fazendo uma reflexão muito séria e que, se não identificada e tratada, pode causar graves problemas.

Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação. Ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social;

– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…;

– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo;

– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada;

– Perseguições;

– Sintomas físicos de abstinência;

– Comportamentos impulsivos e irracionais;

– Preocupação excessiva;

– Tortura psicológica;

– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o parceiro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes, a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Caso tenha se identificado com a nossa conversa ou conheça alguma amiga com este tipo de relacionamento, busque ou sugira ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br