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As linhas que aparecem ao redor dos olhos e a flacidez das pálpebras


27 • 07 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!

O assunto de hoje é uma queixa frequente para quem chega aos 25 anos: as linhas que aparecem ao redor dos olhos.

Como expliquei no meu último post (vale a pena a leitura para entender o que é a perda de colágeno), a partir dessa idade, a produção de colágeno começa a diminuir e o resultado é a flacidez. Não temos como lutar contra o tempo, mas é possível amenizar o problema, utilizando alguns tratamentos desenvolvidos a nosso favor.

A delicada pele ao redor dos olhos é o primeiro sinal do início de que o corpo está deixando de produzir colágeno. Dependendo de fatores genéticos e de algumas condições preexistentes, como a dermatite atópica (um problema crônico que causa secura e coceira na pele), as ruguinhas e flacidez em volta dos olhos podem surgir mais cedo. Muitas vezes, esse ressecamento da pele em volta dos olhos cria um aspecto “craquelado” que não significa a perda do colágeno, mas o aspecto de uma flacidez “falsa”.

Como saber se é a flacidez que está começando ou é nossa pele que é seca?

Para um médico dermatologista é fácil diferenciar as duas condições. Já para os leigos, oriento o seguinte: quando o “craquele” é resultado de ressecamento, surgem linhas finas e, muitas vezes, a pele descama na região dos olhos e surgem coceira e vermelhidão. Por outro lado, quando há flacidez, resultado da idade, os sinais são a falta de elasticidade, vigor e a sensação de excesso de pele. Indico um teste bem simples para fazer esta checagem: passe o dedo levemente sobre a região ao redor dos olhos, se ela demorar a voltar para seu lugar, a flacidez já está por aí.

Pacientes entre os 25 e 30 anos, que apresentam alto índice de ressecamento ou flacidez na região, devem ser tratados para melhorar sua aparência e retardar o surgimento do problema. O tratamento começa com o uso de protetor solar diário (sempre!), cremes nutritivos e antioxidantes com ativos como ácido hialurônico, vitamina C, ou retinol no caso de peles mais resistentes.

A partir dos 30 anos, apenas o uso de cremes não é mais suficiente e é preciso começar a associar os cremes aos ativos e aparelhos próprios para essa região do rosto.

Abaixo alguns procedimentos que adoramos e apresentam excelentes resultados nas linhas ao redor dos olhos e na flacidez das pálpebras superiores e inferiores:

1. Laser Érbium: No momento, é o nosso preferido para tratar casos mais severos. A diminuição das linhas, tanto em quantidade quanto em profundidade, é visível e a retração da pele tem efeito cirúrgico (foto abaixo de pálpebra superior). O Érbium pode ser aplicado sozinho ou associado a outras tecnologias, em todos os tipos de pele, inclusive morenas e negras. Atenção, sempre! O médico dermatologista é quem sabe qual a energia correta a ser aplicada.

2. Exilis e Reaction: Essas duas radiofrequências aplicadas associadas ou sozinhas (cada caso é um caso) melhoram muito o aspecto da região, esticando a pele e retraindo as linhas. A quantidade de sessões necessárias varia de paciente para paciente.

3. Botox: Nosso queridinho é a melhor opção para tratar linhas DINÂMICAS, ou seja, aquelas causadas pela movimentação dos músculos, as conhecidas rugas de expressão. Todo cuidado é pouco! A aplicação da toxina botulínica na região dos olhos suaviza bastante o aspecto “pé de galinha”, mas a quantidade injetada, sua diluição e os pontos corretos onde deve ser aplicada, precisam ser respeitados para conseguirmos os resultados desejados. Quando injetado no lugar errado pode trazer sérias complicações como a ptose (queda) de pálpebras e bochecha.

4) Skin Booster: São injeções de ácido hialurônico líquido aplicadas no local, que atraem a água, hidratando a pele de dentro para fora e, consequentemente, esticando a pele e minimizando as linhas.

Todos esses procedimentos devem ser feitos com o médico dermatologista para evitar complicações, possíveis deformidades ou queimaduras. A indicação de qual tratamento é o ideal para você, que aparelho é o adequado, e a quantidade de sessões depende do grau da flacidez, idade e genética de cada paciente. Antes de iniciar qualquer tratamento é essencial passar por uma consulta médica para saber qual procedimento é indicado para sua pele.

Beijos e até a próxima coluna,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

 

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Como Cuidar Da Pele Do Rosto Durante O Inverno | Tratamentos Ideais


28 • 06 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!!

Continuamos no tema, tratamentos ideais para fazer no inverno.

Devido a menor incidência de radiação solar no inverno, a estação é ideal para fazer tratamentos que não podem ser feitos com a pele bronzeada ou que merecem um cuidado especial no pós. Não é proibido fazer esses tratamentos durante o verão, porém, o cuidado no pós deve ser redobrado e a pele não deve estar bronzeada.

Hoje vou falar do microagulhamento seguido por peeling, tratamento excelente para estímulo de colágeno, redução de linhas, cicatrizes de acne e manchas.

Enquanto o microagulhamento promove uma intensa produção de colágeno, fatores que estão presentes no sangue também estimulam a cicatrização. Após o microagulhamento, aplicamos um protocolo de peelings, específicos para cada paciente. Existem peelings para cicatrizes, estrias, manchas, melasma  e para produção de colágeno. As substâncias escolhidas penetram mais na pele uma vez que ela foi previamente perfurada e a barreira cutânea foi rompida (em peles intactas, uma porcentagem muito pequena das substâncias aplicadas consegue penetrar, pois uma das funções mais importantes da pele é a proteção e impermeabilização).

Quando aplicamos um peeling superficial médico, basicamente estamos colocando uma substância que reage com a queratina da pele e a faz descamar, causando renovação e removendo os componentes superficiais, como: manchas epidérmicas, exceção de oleosidade e queratina.

Já no peeling pós agulhamento, aplicamos substâncias específicas para agir na epiderme profunda e derme (camadas mais profundas, onde cremes e peelings superficiais NÃO chegam), atingindo resultados importantes, pois com a perfuração prévia da pele, os ativos penetram mais. Sem contar que quando microagulhamos, estimulamos a cicatrização e promovemos uma produção de colágeno muito maior do que a promovida por cremes, tendo assim, uma ação epidérmica e dérmica.

Cada queixa de pele tem uma indicação diferente, tanto de peeling quanto de profundidade e intensidade do microagulhamento. A escolha da profundidade que as agulhas perfuram depende da condição/ estado da pele. Em algumas patologias como cicatrizes de acne, escolhemos agulhas mais profundas, já em peles manchadas ou quando buscamos somente a nutrição e estímulo de colágeno em peles jovens, usamos agulhas menores e fazemos uma perfuração mais superficial. É preciso ter muito cuidado, pois a agulha errada, os movimentos equivocados e a escolha incorreta dos ativos (assepsia inadequada) podem causar sérias complicações como hiperpigmentação, cicatrizes e até infecção.

Por isso, é muito importante que o procedimento seja realizado com médico dermatologista  Parece simples, mas cada detalhe é importante. Existem diferentes formas de microagulhar e diferentes comprimentos de agulhas. O limite de cada pele, exige um conhecimento que apenas um médico especialista pode ter.  A técnica correta e escolha certa dos produtos pôs procedimento são fatores muito importante que determinarão um resultado excelente ou um resultado pobre ou, ainda, uma complicação.

O downtime (tempo de recuperação), depende da profundidade do agulhamento e das substâncias escolhidas, variando entre 2 a 15 dias. Nesse período, a hidratação e proteção solar são muito importantes parar o sucesso do tratamento. No caso de manchas, quando há também componente vascular, é importante associar o tratamento a laser para os vasos. Ainda em relação às manchas, é importante lembrar que não existe cura, uma vez que se o paciente se expor ao sol sem proteção (mesmo o sol do dia a dia) a mancha vai voltar. Assim como todos os outros tratamentos existentes hoje para manchas, conseguimos remover o pigmento, mas não ” consertar” a célula que produz o pigmento de forma desorganizada, ou seja, quem tem mancha, tem que cuidar para sempre, pois se houver qualquer tipo de exposição solar, a mancha consequentemente irá voltar. Por isso, mesmo que o dia esteja nublado e frio (existe ainda sim radiação uv- A) ou, às vezes, só o calor (radiação Infravermelha), é possível também escurecer as manchas. Atualmente, existem protetores solares com proteção contra o calor também, dificultando a volta das manchas.

Consulte seu Dermato, e lembre se, o inverno é a estação do ano ideal para procedimentos com ” downtime“, uma vez que durante esse período a pele não deve ser exposta à radiação solar. Porém, ainda que nessa estação do ano a radiação seja menor, ela está presente, por isso, não podemos dispensar o protetor solar.

Espero que tenham gostado, e consultem o Dermato de vocês , vamos aproveitar o friozinho para chegar no verão com a pele deslumbrante.

Beijos e até a próxima coluna, Clarissa Rittes.

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

 

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Saiba quais as causas das olheiras e como tratá-las


23 • 02 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas,

Conforme o combinado, hoje a coluna será sobre o tema escolhido por vocês, DARK CIRCLES, ou seja, olheiras. Primeiramente, antes de tratar as olheiras é preciso diagnosticar sua causa e para isso, é essencial a consulta médica feita pelo dermatologista. Depois de diagnosticada, iniciamos os tratamentos.

Olheiras: como tratá-las

As principais causas de olheiras são:

1) sulco lacrimal profundo

2) vasos embaixo da pele

3) melanina acumulada na pele

4) flacidez

5) bolsas de gordura

Muitas vezes existe mais de uma causa, como presença de sulco profundo, vasos e flacidez, tudo junto. Neste caso, é preciso tratá-las uma de cada vez até a resolução completa do problema.

O sulco lacrimal profundo se manifesta com uma diferença de relevo embaixo dos olhos, dando um aspecto de cansaço e formando uma sombra. A melhor forma de tratamento consiste no preenchimento com ácido hialurônico. Quando injetado no plano correto, esse procedimento acaba com a diferença de relevo, tirando a “linha” profunda embaixo dos olhos, melhorando imediatamente o aspecto e acabando com a sombra. Esse método é feito em consultório e o tempo de duração depende do produto injetado (existem diversos tipos de ácidos hialurônicos, com densidades diferentes e duram entre 4 meses a 2 anos).

Em relação aos vasos, eles se manifestam com coloração rosa arroxeada ou muito roxa, escurecendo a região. Por estarem profundos, não respondem a cremes, a melhor opção é alternar luz pulsada e laser de neodímio, assim conseguimos atingir vasos pequenos e superficiais, e também grandes e profundos. Muito cuidado, essa região é muito sensível e a escolha da energia e aparelho inadequados, pode causar queimaduras e cicatrizes. Apenas dermatologistas muito treinados tem capacidade de tratar os vasos de forma segura.

Já o pigmento de melanina, que dá coloração marrom na pele, podemos associar luz pulsada, peelings e clareadores. A concentração dos ativos clareadores e peelings deve ser escolhida pelo dermato com muito cuidado pois a região também é muito sensível. A flacidez dependendo do grau deve ser tratada com laser fracionado, resurfacing ou radiofrequência. O número de sessões e melhor opção depende do grau da flacidez, idade e tom da pele. O craquelado causado pela flacidez piora muito o aspecto das olheiras, pois além de envelhecer, concentra o pigmento.

E por fim, as bolsas de gordura podem ser resolvidas com injeção de substâncias que causam a morte das células gordurosas. Essas injeções variam entre 3 a 6 sessões, uma vez ao mês, e a gordura vai sendo destruída camada por camada. Existem também aparelhos de radiofrequência que melhoram a pele, “empurrando” a bolsa para trás e agem também na gordura superficial. Além disso, as bolsas podem ser removidas cirurgicamente.

A melhor indicação para cada caso depende de alguns fatores, por isso, não existe “receita de bolo”, cada caso tem sua prescrição, por isso é essencial consultar seu dermatologista para saber qual o melhor tratamento para você. Espero que tenham gostado!

Beijos e até a próxima coluna, Clarissa Rittes.

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