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A Dermatite Atópica


19 • 10 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!

Essa semana vou falar sobre um tema que muitas pessoas me pediram  para abordar, a Dermatite Atópica. Trata-se de uma doença que causa uma disfunção na barreira cutânea. Por uma alteração da estrutura da epiderme, a pele do atópico perde mais água para o meio, ou seja, fica sempre ressecada. E pele ressecada,  coça. Além disso, existe uma alteração na resposta inflamatória do paciente acometido, o que causa uma liberação de fatores pró inflamatórios, favorecendo uma exacerbação da resposta infecciosa.

Pelo fato da barreira cutânea estar comprometida, todas as moléculas do meio ambiente penetram mais na pele, ativando a reposta inflamatória que já está alterada na doença. E, ao coçar a pele seca, ela fica mais propensa a fazer machucados e também a ser atacada por microorganismos como bactérias, vírus e fungos. Isso faz com que o contato com algumas substâncias cause crises de atopia.

Na pele, essas se manifestam com muita coceira e lesões avermelhadas, descamativas. Muitas vezes, soltam líquidos que, com o tempo, vão deixando a pele com aspecto espesso e escurecido. Outras manifestações: manchas brancas (ptiriase Alba), bolinhas no braço (ceratose folicular), parecidos com mini cravos, linhas profundas abaixo dos olhos, além de descamação e vermelhidão, espessamento e aprofundamento das linhas das mãos e pés, entre outras alterações.

Na grande maioria dos casos, a doença começa logo no primeiro ano de vida e quase sempre se inicia durante a infância (dermatite atopica que inicia após a infância e muito raro). A doença costuma seguir um curso nos 2 primeiros anos de vida. As lesões são mais comuns no rosto, pescoço e tronco, e costuma poupar a área da fralda. Já na segunda fase da doença a pele em geral fica muito ressecada e as lesões costumam ser eczemas (lesões vermelhas que podem ficar úmidas ou com casquinhas e podem formar feridas ao serem coçadas) e costumam acometer as dobras internas dos joelhos, cotovelos , mas também podem aparecer em outras áreas.

Após os 12 anos, a maioria dos doentes tem uma remissão importante mas, mesmo assim, sua pele costuma ser sempre seca. Em quem a dermatite persiste, as lesões costumam se tornar liquenificadas, ou seja, a pele fica espessa e coça muito. É comum a dermatite atópica se manifestar junto com rinite e asma, outras formas de atopia. A condição tem componente genético, geralmente existem mais acometidos em uma mesma família.

A doença deve ser cuidado pelo dermatologista, pois é uma doença crônica que deve ser tratada com medicações tópicas em casos leves e, em casos moderados e graves, usamos também medicação via oral. É imprescindível para o controle da doença a hidratação constante da pele, de preferência com a pele úmida e sempre com o produto correto. Evitar banhos quentes  pois aumentam o ressecamento da pele, restringir sabonetes a algumas partes do corpo como mãos, pés, axilas e áreas genitais, escolher produtos de limpeza menos agressivos para outras áreas como sindets, além de evitar outros fatores de exacerbação, como muito calor, muito frio, suor em contato com a pele, sol sem proteção adequada, ácaros e pólen, contato com animais peludos, tecidos sintéticos e lã, entre outros fatores que podem irritar a pele como poluição .

A dermatite atópica ainda não tem cura, mas quando bem tratada pode ser controlada.

Consulte seu dermatologista sempre e não esqueça que na dermatologia muitas doenças se manifestam de forma similar. Por isso, para fazer o diagnóstico, o médico precisa ser consultado.

Ótimo final de semana a todas e na próxima coluna vou falar sobre tratamentos que estão por vir ❤️.

Beijos,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

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Dano solar | Fotodano e os cuidados necessários com a pele


05 • 10 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!!

Com o verão chegando, hoje falarei sobre o dano solar. Todas nós adoramos a energia do sol, o bronze, praia, mar…. não tem como não amar. Porém, poucas sabem que as horas de sol sem proteção até os 20 anos, costumam causar danos que só aparecem a partir dos 30, em média.

Isso acontece porque a luz solar, além de lesar o DNA das células da pele, se acumula ao longo dos anos na epiderme e esse acúmulo, após um tempo, aparece através de manchas, vasos e flacidez. Isso se chama fotodano, e dependendo da genética e tom da pele (quantidade de melanina), aparece após os 30, ou no caso de pessoas de fototipo baixo (brancas, com cabelo e olhos claros), surge muito antes. Em alguns casos, até crianças podem apresentar fotodano. Sardas, melanoses solares e vasinhos embaixo da pele são os primeiros sinais.

O maior problema do fotodano, além da parte estética (pacientes com fotodano, além de manchados, envelhecem mais rápido), é que esse dano solar cumulativo aumenta muito o risco de câncer de pele. Não só pode causar metástases e morte,. O câncer de pele gera cicatrizes e, algumas vezes, quando detectado muito tarde, deformações.

Muita gente protege o rosto mas esquece do corpo, o que faz muito mal, pois a pele do corpo também envelhece.  Pode notar que as pessoas que tomaram muito sol no corpo aos 20 anos, aos 30 apresentarão muito mais flacidez . Sem contar que todos os tratamentos para celulite, se baseiam na produção de colágeno, e quando nos expomos ao sol sem proteção e nos horários ruins do verão (das 10:00h às 17:00h) , além de correr o risco de queimaduras e câncer de pele, destruímos muito colágeno, piorando o resultado de tratamentos corporais e favorecendo o aparecimento de celulites, ” umbigo triste” e joelho caído. Ou seja, não faz sentido se expor ao sol sem proteção para destruir nosso colágeno ,se nos preocupamos em manter uma aparência jovem. Além disso, quando tomamos sol com protetor solar e nos horários corretos, o bronzeado vem aos poucos, sem queimadura (vermelhidão que arde e descasca dias depois).

Dicas importantes: Passar protetor solar a cada 3 horas, quando exposta ao sol, ou sempre que se molhar ou transpirar muito, água termal no pôs sol. Muita hidratação e o uso oral de antioxidantes que diminuem o dano solar, são muito recomendados para quem quer passar o verão com a pele linda e com muito colágeno.

Algumas pessoas têm uma genética com pouca produção de melanina (pigmento que deixa a pele bronzeada e protege da radiação solar). Essas pessoas tendem a sempre se queimarem e nunca bronzearem. Também são indivíduos com mais chances de ter câncer de pele. Por isso, além do cuidado redobrado, devem evitar ao máximo se expor sem chapéu, roupa com proteção UV e guarda sol. As branquinhas também são lindas e não precisam machucar a pele para tentar ter uma cor que a genética não permite .

Uma opção para quem quer preservar o colágeno e ter o bronze do verão é o JETBRONZE, técnica onde uma substância faz reação química com a queratina da pele, deixando a bronzeada sem fazer mal. Câmeras de bronzeamento com luz UVA são altamente nocivas e aumentam muito o risco do câncer de pele mais grave que existe, o melanoma. Uma ÚNICA sessão antes dos 20 anos pode aumentar em até 8x esse risco. O ” bronze da laje”, com aceleradores e luz natural também faz MUITO mal para a pele e pode causar queimaduras graves.

Por isso, atenção: consulte seu Dermato caso tenha muitas manchas, vasinhos, pintas ou feridas que não cicatrizam. Um câncer de pele detectado no início, tem prognóstico muito melhor do que quando descoberto tardiamente.

Beijos,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

 

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O rejuvenescimento e embelezamento íntimo


22 • 09 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!!!

Hoje a coluna é sobre um tema muito importante, mas que para algumas mulheres ainda é um tabu: o rejuvenescimento e embelezamento íntimo. Com o aumento da longevidade, é cada vez mais comum a busca da vida sexual após a menopausa. Por isso, nos últimos anos, muitas tecnologias foram desenvolvidas dentro deste contexto.

A novidade do momento é a ponteira nova, robótica, do laser FOTONA, que permite o tratamento do canal vaginal e assoalho pélvico, internamente. Sem cirurgia, sem internação e sem dor, esse laser aumenta a sensibilidade sexual e o prazer, além de ajudar na lubrificação, melhorar a atrofia e também tratar a incontinência urinária e a queda de períneo.

Associado ao tratamento interno, também podemos cuidar da parte externa: diminuição de lábios e ganho de colágeno na região, deixando-a mais jovem e clara. Esse tipo de tratamento consegue reduzir em até 3 cm os pequenos lábios, além de ” fechar” a região que, às vezes, abre com a idade ou após o parto.

Na menopausa, as mulheres sofrem com a atrofia vaginal, pela redução drástica dos hormônios ovarianos, como o estradiol, que é um importante hormônio da feminilidade. A vagina sofre com perda de lubrificação, dor nas relações sexuais, redução dos folhetos de revestimento da mucosa vaginal, incontinência urinária, por conta do enfraquecimento das paredes e ligamentos de sustentação. O laser de Erbium Yag, aplicado em média 2 ou 3 vezes ao ano, promove o aumento das camadas de células da mucosa vaginal, melhorando a espessura do estroma e o conforto nas relações sexuais. O tratamento utiliza um laser fracionado que consegue recuperar a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina, estimulando a produção de colágeno. O laser é uma ótima opção para quem tem contraindicação do uso de cremes hormonais, devido ao histórico de câncer de mama. Além de ser caracterizado como um tratamento indolor e que não gera desconforto, o laser de Erbium Yag se destaca dos outros lasers por não usar CO2, evitando assim, possíveis queimaduras. É um tratamento seguro e viável para mulheres na menopausa, que podem se beneficiar de um tratamento não-hormonal. O laser Erbium Yag é um laser não ablativo (que não queima), conforme os parâmetros utilizados. A ponteira é introduzida na vagina, e a mesma libera energia de forma controlada, em toda a parede vaginal. A sensibilidade é pequena e são necessárias duas sessões, com intervalo quinzenal, para melhores respostas terapêuticas. Há importante melhora na qualidade de vida.

A incontinência urinária é uma queixa feminina que aumenta com a idade e na menopausa. Segundo pesquisas, cerca de 17% das mulheres terão IUE. Atualmente são muitos os tratamentos com cirurgias locais, exigindo da paciente repouso ou inserções de Fitas (Slings). Com a utilização do ERBIUM FOTONA, as aplicações são feitas em regime ambulatorial, sem desconforto, sem cortes e sem sangramentos. Com rápida recuperação e reinício de atividades sexuais. O procedimento à laser que o ERBIUM FOTONA realiza tem resultados com índices de 86% de aprovação das pacientes, de acordo com publicações no “Minimally Invasive Laser Therapy for Stress and Mised Urinary Inconinence in Women” e apresentado pela Drª Sabina Sencar, no Congresso Mundial de Uroginecologia, ocorrido em Dublin .

Esses procedimentos também podem ser feitos por mulheres antes da menopausa, para aumentar a lubrificação e sensibilidade, em mulheres pós parto, ou com perda urinária. A parte externa está indicada para todas as idades pois, muitas vezes, a estética vaginal é um problema na autoestima. E, hoje, conseguimos melhorar muito o aspecto da região sem cirurgia.

Consulte seu Dermato e recupere sua autoestima, sem cortes e sem internação hospitalar.

Espero que tenham gostado!!

Beijos,

Dra Clarissa

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