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Será que tenho algum transtorno alimentar?


20 • 07 • 2018
por Janaína Leão

Olá a todos, meninos e meninas!!!

No ultimo texto conversei com vocês sobre qual é a relação de vocês com a comida, lembram? Hoje falaremos brevemente sobre ortorexia, e os transtornos alimentares anorexia, bulimia e compulsão alimentar.

A ortorexia é uma fixação por se alimentar de forma “correta”. É um padrão de obsessão extremo por pensamentos ligados a comida saudável. As pessoas que têm o transtorno conhecem exatamente tudo o que estão comendo, pois detalham rótulos a ponto de não comerem nada que não seja “saudável”. Criam regras e normas subjetivas sobre os alimentos e o que comer. A restrição é tão intensa, que deixam de comer caso não existam opções que não estejam de acordo com o seu entendimento alimentar.

Geralmente, essas pessoas não consomem gordura, sal e açúcar; diminuem o carboidrato, laticínios, carnes. Em muitos casos, desistem do atendimento com a nutricionista, por seguir apenas o seu plano alimentar – já que não aceitam modificações ou inserção de novos alimentos em sua dieta.

Como transtorno alimentar, a anorexia, segundo o DSM-5, tem três características essenciais: restrição persistente quanto a caloria; medo intenso de ganhar peso ou engordar, ou comportamento persistente que interfere no ganho de peso; e percepção do próprio peso ou da própria forma. Engana-se quem pensa que o padrão de pessoas com anorexia é magreza “pele e osso”; muitas pessoas tem o transtorno e ele é mascarado.

Já na bulimia, existem três aspectos essenciais: episódio recorrente de compulsão alimentar; comportamentos compensatórios inapropriados para impedir o ganho de peso, como por exemplo, vomitar; e autovaliação distorcida. ara caracterizar o diagnóstico, a compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios devem ocorrer pelo menos 1 vez na semana. Mas o que vem a ser compulsão alimentar? Chamo atenção para esse item, pois quem tem anorexia entende como excesso 3 fatias de bolos que não dariam 1 fatia “normal”. É considerado compulsão alimentar o excesso de comida. Por exemplo, alguém lancha à tarde 4 pães franceses com queijo e peito de peru, 3 sonhos recheados com doce de leite, 4 pedaços de bolos de padaria, 4 coxinhas, 8 bolinhas de queijo, 8 mini-pasteis e 500ml de suco. Após ingerir esses alimentos, no entanto, vomita até “sentir o estômago vazio” – essa é uma fala comum em quem tem bulimia. Isso é de fato compulsão.

Atualmente é muito comum ouvir pessoas afirmando que comem compulsivamente. Quando buscamos entender essa fala, fica claro que a compulsão mencionada se refere ao excesso que a pessoa come e não a compulsão propriamente.

Precisamos conversar abertamente sobre esses transtornos, a fim de incentivar a busca por orientação e ajuda. Quanto antes se inicia o tratamento, mais positivo é o prognóstico.

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Qual a sua relação com a comida?


02 • 07 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Hoje abordarei um tema delicado e muito presente noa dias de hoje, a restrição alimentar: compulsão por comer alimentos saudáveis, excesso de atividade física, pensamentos obsessivos sobre comida, doce, carboidrato… Esses comportamentos não são saudáveis e, provavelmente, dizem respeito a uma disfunção. Infelizmente são tratados, por muitos, como “estilo de vida”, enquanto outros ainda chamam de “lazer”.

Hoje, ser magro para muitos é sinônimo de “sucesso” e para alguns “sorte”. Muitos se sujeitam a dietas altamente restritivas, porque possuem grande impulsividade e padrão de compulsão e obsessão. Quem não consegue estar magro tende a se culpar.

Veja bem, estamos falando de maneira generalizada sobre a predisposição que algumas pessoas têm a desenvolver transtorno alimentar ou transtorno obsessivo compulsivo ou ainda transtorno de humor. O desejo por ser magro, ter a barriga trincada, põe em risco a saúde de muitas pessoas, que acabam alcançando baixo percentual de gordura e ficam com hormônios alterados, baixa concentração, energia e foco.

Um ponto preocupante é o fato de que muitos pais incentivam esse tipo de comportamento porque falam diariamente sobre o assunto nas suas casas; os filhos ouvem, aprendem e repetem o padrão. Muitos pais não reconhecem que fazem isso; alguns porque não sabem exatamente o que estão fazendo, outros porque negam que têm algum problema em relação à comida, atividade físicarestrição alimentar.

Você pode identificar o que acontece no seu núcleo, se estiver disposto, é claro. Perceba a intensidade da sua preocupação com a comida, em engordar e fazer atividade física.  Observe se há algum prejuízo na sua vida que envolva restrição alimentar: você evita situações, festas, convites para não comer, come pouco – sempre sobra comida no prato? Tente perceber qual a intensidade dos pensamentos e a frequência dos comportamentos que envolvem comida.

Por exemplo, engana-se quem pensa que a anorexia se reserva apenas a pessoas muito magras, “pele e osso”(isso são casos graves e crônicos). Também está equivocado quem acredita que a pessoa bulímica só vomita. Para evitar distúrbios como esses, busque entender o que acontece com o seu padrão de pensamento e comportamento no que respeita a comida e distorção de imagem corporal.

Se você tem conflito com o corpo e a comida, restringe alguns alimentos, faz muita atividade física ou sente muita culpa por não fazer nada disso,  busque ajuda profissional. Para todos os casos tem tratamento. Aprenda a viver em paz com seu corpo, seu pensamento e não seja escravo de padrões corporais que muitas vezes são doentios. Foque na sua saúde e principalmente na sua essência. O nosso corpo transmite aquilo que somos e como cuidamos da nossa saúde e buscamos o nosso equilíbrio emocional.

A próxima coluna será sobre os tipos de transtornos alimentares. Fiquem ligados!

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br