O amor é amar!


04 • 06 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

Junho é um mês romântico. Por isso, nesta coluna trataremos sobre o amor.Temos muitas necessidades e carências e uma das mais básicas é o amor-próprio e a capacidade de amar outra pessoa. Quando não conseguimos nos amar ou amar o outro, a frustração se faz presente juntamente com o estranhamento. O amor é a base da autoconfiança, por isso, o primeiro amor é o próprio. Aprender a amar a si mesmo – reconhecendo qualidades, pontos a melhorar e defeitos – é um processo de aceitação, limitação e congruência com a vida.  Afinal, perfeição só existe no dicionário e fora dele é apenas um ponto de vista.

Observe suas conquistas e perceba quanto amor envolvido tem no seu lar, no seu trabalho, na sua família, com seus pertences e na sua vida – neste instante, aqui e agora, nas suas ações e intenções. O amor está aqui para ser vivido, sentido e, principalmente, ressignificado. Ter clareza do seu padrão de amor e relacionamentos vai lhe dar uma base para entender suas reais escolhas e repetições.

Falar de amor e ter boas intenções não basta. Para construir uma relação é necessário expor suas verdades e ter no outro acolhimento, sem julgamento. Todavia, antes de falar o que você sente, é preciso acessar o autoconhecimento e entender o seu sentimento, afinal, muitas vezes, escondemos de nós mesmos nossos pensamentos, vontades, objetivos e intimidades. Você precisa ter clareza do que pensa e sente, para,  à medida que se sentir confortável, expor-se. Fique atento para não ocultar de si mesmo suas verdades, a fim de acreditar nas mentiras que você cria a respeito de si.  E lembre-se: no amor valem todos os tipos de comunicaçõesverbal ou não verbal.

Muitos escondem o que sentem com receio do que o outro vai pensar. A comunicação é a fonte da intimidade e do elo entre o casal e vai além de perguntar como foi o dia, o que outro fará no dia seguinte. Inclui conversas acerca de obstáculos, dúvidas, receios, desconfortos, planos, viagens, negócios, finanças, estratégias, objetivos, educação, acordos, regras e etc. Você já ouviu a frase “amar se aprende amando”? Amar é um aprendizado – assim começamos a vida. Os pais aprendem a amar os filhos e a cada dia esse amor vai tomando uma proporção maior. Assim é na vida: aprendemos a amar o(a) parceiro(a), amigos, afilhados, família, trabalho, algumas atividades, lazer… Esse aprendizado envolve vínculo, envolvimento, troca e desejo de evoluir.

Crie espaços de troca e acolhimento, mesmo que sejam diferentes de sua vontade ou opinião. Relembre como você aprendeu a amar e não exija que o outro ame da sua maneira. Respeite a forma do outro. Após anos de relacionamentos, vocês criarão a sua forma de amar e, certamente, se tiverem filhos, passarão essa experiência vivida e sentida adiante. E a prole passará pelo mesmo ciclo que vocês.

Quando nos amamos e amamos o outro, a vida fica muito mais incrível, pois sentimos a nossa conexão e senso de pertencimento. Tem alguma coisa melhor que compartilhar amor, carinho, gentileza, admiração? Reconheça os seus, fale ao vivo sobre a importância do outro,  envie mensagem, carta, áudio e depois me conte as respostas que você teve. Amar constrói o amor.

Beijos e até a próxima coluna,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Qual a influência da comunicação no amor?


21 • 05 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?
Ainda no clima do casamento Real, hoje vamos conversar sobre um assunto lindo, leve, envolvente e transformador: amor. Falaremos também sobre paixão. Você sabe o que a paixão tem a ver com o amor? Venha ler para descobrir e se envolver.

Justificar que todo relacionamento tem dificuldade, de certa forma é colocar os problemas embaixo do tapete e esperar que eles se resolvam magicamente. É fato: não existem relacionamentos perfeitos. Porém, você pode construir uma relação de complementariedade, parceria, troca, acolhimento e admiração.  Para isso, entender a diferença entre paixão e amor é importante.

Apaixonar-se é fácil, da mesma forma que viver uma paixão. Quando estamos imbuídos desse sentimento, tudo é maravilhoso, perfeito, incluindo o(a) parceiro(a). Isso acontece porque a paixão nos faz perceber o outro de forma idealizada, ou seja, olhamos e criamos uma pessoa que pode, inclusive, nem sequer existir. Viver uma paixão é empolgante e desgastante ao mesmo tempo: os pensamentos obsessivos referentes à pessoa ficam quase 24h na nossa cabeça; idolatramos, criamos histórias, cenários que podem ser fantasiosos.

A paixão é maravilhosa porque libera dopamina na corrente sanguínea, o que nos proporciona prazer. Antigamente, acreditava-se que a paixão podia durar por 6 a 9 meses; atualmente, existem estudos que falam em até 3 anos. Também podemos nos apaixonar várias vezes pela mesma pessoa – a duração nesses casos é menor, assim como a intensidade. A paixão é fugaz, intensa, muitas vezes inconsequente – às vezes sabemos que estamos fazendo algo errado, mas não conseguimos mudar nosso comportamento.

o amor é construído e depende de fatores pessoais. Quem ensinou você a amar? Sim, nós aprendemos a amar. Quando somos crianças, aprendemos pela via do exemplo; então a forma como os pais, avós, tios se tratavam e demonstravam o amor fala muito do como amamos e, principalmente, sobre como aprendemos a amar.

A maior parte dessa educação é absorvida até os 7 anos. Se você presenciou histórias de enganações, mentiras, falta de transparência, dificuldade de falar dos seus sentimentos, punições, agressões verbais, físicas e etc., existe uma grande probabilidade de você manifestar esses comportamentos de forma inconsciente. Veja bem, os itens listados acima falam mais de como não amar e não expor os sentimentos do que amar e compartilhar o que se sente. Muito antes de você ter seu primeiro relacionamento, você já foi treinado e de certa forma condicionado a construir uma relação de um determinado jeito.

Infelizmente, existem muitas crenças irracionais em relação a amar, a construir uma relação e a viver uma conjugalidade. Não há um conceito único sobre o amor, porque cada pessoa tem uma leitura e uma forma de amar. O sentimento é lindo, traz acolhimento, senso de pertencimento, segurança, cuidado, admiração, apoio, respeito e, principalmente, fornece espaço para o outro ser quem ele é.

Acredito que a comunicação é a principal responsável para ampliar o vínculo, o amor e a conjugalidade. Converse com seu/sua parceiro(a) de forma aberta, verdadeira, contando sobre você, seus sentimentos, desejos, objetivos, gostos e etc. Para que isso ocorra, é prudente que o outro esteja disposto para ouvir e, principalmente, acolher; a ouvir sem julgar. Afinal quem fala está se expondo, contando sua história. Revelar quem você é, o que pensa e sente é fundamental para criar intimidade. E a recepção do outro nesse processo faz a diferença.

Existem situações em que uma pessoa desconhece seus próprios desejos e o que ama, porque não se dá o luxo de pensar ou porque bloqueou ou omitiu determinada situação de si mesma. Se você ocultar essas informações da sua própria vida, terá grandes chances de viver situações semelhantes.

Na clínica, atendo casais e sempre ouço frases surpresas do tipo: “por que você nunca me falou isso?; “ jura que você gosta disso?”; “nunca imaginei que você pensasse dessa forma, que tinha esses medos, dúvidas” etc. Em toda sessão, o casal acaba conhecendo um pouco mais do seu/sua parceiro(a), porque o foco de sessões desse tipo é desenvolver a comunicação da dupla, para chegar a outras esferas.

Sua capacidade de amar é proporcional à sua capacidade de dizer a verdade. Para viver o amor, precisamos nos expor, nos conectar com esse sentimento que nos fortalece e que, se mal administrado, pode nos derrubar.

Daqui 15 dias darei continuidade a esse assunto.

Enquanto isso, peço que você reflita sobre dois pontos:

  • Quem e como ensinou você a amar? Qual o padrão de amor você busca?
  • Você acredita no amor?

Beijos e boa semana,

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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Amor patológico: procure ajuda profissional


07 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Na última coluna, abordei o tema relacionamento, expondo a diferença entre o amor e a paixão. No texto de hoje, darei continuidade ao assunto relacionamento, porém fazendo uma reflexão muito séria e que, se não identificada e tratada, pode causar graves problemas.

Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação. Ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social;

– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…;

– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo;

– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada;

– Perseguições;

– Sintomas físicos de abstinência;

– Comportamentos impulsivos e irracionais;

– Preocupação excessiva;

– Tortura psicológica;

– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o parceiro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes, a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Caso tenha se identificado com a nossa conversa ou conheça alguma amiga com este tipo de relacionamento, busque ou sugira ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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