Evento Philips Avent e Plataforma Escolha de Mãe


09 • 11 • 2016
por Maria Rudge

Oi meninas, tudo bem?

Fui convidada pela Philips Avent para um bate-papo muito gostoso sobre maternidade. Lembram que falei sobre Escolha de Mãe?

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Esse foi o tema do debate, mediado pela youtuber @helmother, com a participação do papai pop @piangers, a cantora @negrali, a avó Elisabete Junqueira do @avosidade e Nathália Florencio, editora do @sitebebe.

Cada um contou um pouco de suas experiências na maternidade e quais escolhas fizeram. Foi muito bom compartilhar nossas histórias.

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No vídeo, vocês entenderão melhor o projeto, que agora tem um lugar para falarmos sem julgamentos sobre nossas escolhas, é a plataforma www.escolhademae.com.br. Adorei a oportunidade de participar e saber que agora temos um espaço para dividir opiniões. Convido à todas às mamães, futuras mães, pais e avós a contarem lá na página qual sua escolha! O que acham?

 

Lembrem-se: Cada um tem sua escolha e todos devem ser respeitados!! #RespeiteaMinhaEscolha.

Beijos, Maria.

 

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Qual a sua escolha de mãe?


24 • 10 • 2016
por Maria Rudge

Oi gente, tudo bem?

Quando nos tornamos mães, nossas escolhas e decisões mudam muito, pois agora pensamos não somente em nós, mas também nos pequenos!!

Com a grande abertura e influência das redes sociais em nossas vidas, as vezes fico impressionada com o excesso de patrulhamento sofrido por algumas postagens do Insta ou aqui no blog mesmo. Querem saber mais sobre o que estou falando? Assistam o vídeo abaixo:

Seria tão bom poder trocar mais ideias sobre as diferentes escolhas da maternidade… Eu como mãe, fiz muitas escolhas. Muitas vezes, paparico meus filhos quando estão doentes. E você? Qual a sua escolha de mãe? 

Me contem aqui nos comentários!!

Beijos, Maria.

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As “cicatrizes” da infância na vida adulta: Pais são referências!


10 • 10 • 2016
por Janaína Leão

Olá meninas!

Uma conversa franca com pais e para aqueles que desejam ser. Precisamos falar abertamente sobre o comportamento dos pais em relação aos filhos. Situações de insegurança, baixa autoestima, dificuldade de se posicionar, medo, rigidez, falta de limite e paciência, egoísmo, dificuldade para decidir e se impor, excesso de vaidade, cuidado e proteção… Segundo cientistas tem influência da genética, do ambiente (pais – família ampliada – sociedade – escola) e da cultura.

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(Foto: Divulgação IStock)

Qual foi a última vez que você olhou no olho do seu filho com cuidado? E a última vez que você sorriu para seu filho por ele simplesmente existir? Quando você reconheceu e reforçou positivamente algum comportamento?

Você tem filho? Se sim, saiba que você é uma das pessoas mais importantes para ele. É referência e, se o filho estiver na primeira infância você é o mundo dele e tem a função de apresentá-lo. Vale lembrar que a principal parte da personalidade da criança é formada até os 2 anos e meio – 3 anos. Período que tudo é novo para os pais e a criança, ela absorve como uma “esponja” – o que vê, ouve e sente.

Como especialista em psicoterapia familiar, convido você, para refletir sobre a diferença que existe entre: desejar x ter filho. Diversas são as dúvidas que invadem a mente dos pais, tais como: Qual o papel do pais? Como educá-los? Como reagir em situações de conflito? Como ensiná-los valores e princípios? Como cuidar da autoestima do seu filho? Como não descontar meus problemas no filho? e etc.

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Quando desejamos muito alguma coisa, geralmente idealizamos e criamos expectativas. Quanto maior o desejo, infelizmente, menor é a probabilidade de analisarmos os “contras”. Para cada escolha, há renuncia e se você a tem claro, possivelmente, criará estratégias para enfrentar a situação, minimizando assim o sofrimento e desgaste pessoal ou familiar. Desejar, não significa que você está “preparado”, mas que pode se preparar. Essa preparação inclui, autoconhecimento, planejamento, organização, cuidado e muito afeto.

Sobre ter filho. Cada pessoa tem a sua concepção sobre o sentido e significado de ter filho, como por exemplo: questão cultural, padrão transgeracional famíliar, religiosidade/espiritualidade, a possibilidade do sobrenome seguir, preencher vazio, “salvar” o casamento, desejo/objetivo de se tornar mãe ou pai e ter uma família maior e etc. Ter filho, requer dedicação, cuidado, estratégia e acima de tudo amor próprio e maturidade. Ter filho é ter um coração “batendo fora do seu corpo” e ter a oportunidade de construir uma relação pautada no respeito, incentivo e cuidado. Ter filho é olhar para uma outra pessoa e ao mesmo tempo enxergar alguns comportamentos seus e ter cautela com a postura. Ter filho é exercitar a paciência, olhar no olho com cuidado, ensinar pelo exemplo, incentivar atitudes, reconhecer comportamentos e ter a certeza que você é um grande exemplo. Ter filho é aprender a dar limites pela via do cuidado e reprender quando necessário.

Você sabe quais são suas crenças irracionais a respeito de família, amor, cuidado, proteção e incentivo? Faço essa pergunta, porque certamente você repete alguns comportamentos dos seus pais e avós, já reparou? Muitas atitudes, “jeito” de ser é manifestado de forma inconsciente. Esse é um dos pontos que considero crucial na decisão de ter filho. Se você tem maior autoconhecimento e entendimento de alguns comportamentos que não foram bacanas na infância, tem grandes chances de fazer diferente, caso contrario alta probabilidade de repetir.

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(Foto: Divulgação)

Quantas vezes você descontou no seu filho sua frustração, chateação, cansaço e raiva? Quantas vezes se alterou sem “motivo aparente”? Quantas vezes foi injusto com seu filho pelo simples fato de estar estressado e descontente com a vida? Palavras jogadas ao “vento” em momentos de tensão geram marcas internas, se repetidas, geram “cicatrizes”.

Falo isso, pois diariamente, há quase dez anos, atendo pessoas com marcas de uma infância dura, sofrida e de muita retaliação, mágoa e pouco reconhecimento. Detalhe, nem cogito em culpar os pais pela situação, pois entendo que não fizeram por maldade. E sim, por falta de planejamento, organização e por repetir o padrão (trans)geracional… Como mencionei acima, é muito importante olhar para seu padrão de pensamento e comportamento e entender que ele tem uma origem e buscar conhecê-la.

Não existe uma “receita” para ser mãe e/ou pai, mas sabe-se que:

  • Filho aprende por exemplo. Não adianta você ensinar “x” e fazer “y”.
  • Conversar em um único tom, mesmo que bravo o ensinará como falar e tratar as pessoas.
  • Reconhecer o esforço e a dedicação, mesmo que ele não atenda o resultado que você esperou, gerará autoconfiança e estímulo para buscar novos resultados.
  • Valorizar comportamentos e atitudes que transmitem valores de vida, fortalecerá determinados hábitos.
  • Incentivar atitudes e comportamentos é uma forma de dimensionar o potencial.
  • Dar espaço para ele escolher roupas, organizar seu guarda roupa – do modo dele!, contribuirá no desenvolvimento das funções executivas, isso na primeira infância.
  • Confiar no seu filho, evitar palavras ofensivas e minimizar a  chantagem emocional,  o deixará seguro.
  • Estimular a criatividade e leitura é uma forma de mostrar o mundo com cuidado.
  • Conversar, estar presente, minimizar o julgamento e se mostrar a disposição do filho criará vinculo.
  • Reconhecer os erros cometidos com os filhos e, quando possível, se desculpar é uma forma de recomeçar e reconstruir novos comportamentos.

Enfim, como seres humanos, a imperfeição faz parte. Busque reajustar, sempre é tempo de recomeçar e reconstruir vínculos.

Obs: Próximo texto darei continuidade no assunto!

Ótima semana! Excelente reflexão e ação.

Um beijo,

Dúvidas? janaina@janainaleao.com.br
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Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coachjanaina@janainaleao.com.br | www.janainaleao.com.br

 

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