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Você É O Que Diz Ser?


20 • 03 • 2017
por Janaína Leão

Boa tarde, meninas!

Refletiram sobre o último artigo: Viver é mais do que sobreviver?

Hoje, falaremos sobre sua essência. Quando você acorda pela manhã e rapidamente planeja mentalmente seu dia, você o faz com pertencimento ou pensando na aprovação de terceiros? Já pensou nisso? Quantas vezes guiamos nossas ações porque fantasiamos como seria a reação das outras pessoas?

Não há nada mais libertador do que assumir quem somos e para isso precisamos nos concentrar em nossa essência. Precisamos analisar o que queremos, o que sentimos e, principalmente, o que não queremos. Ter a consciência de que estamos sujeitos a erros e acertos e que a vida é um caminho de evolução.

Erroneamente, por vezes, projetamos uma imagem para nos inserirmos em um grupo, buscando a aceitação de outras pessoas. Fazendo isso você está aceitando sua essência? Fazendo isso você estará projetando uma imagem que você julga ser aceitável, mas que provavelmente não tem nada a ver com você.

Aposto que você já foi a uma loja de roupas e ao escolher, não optou pela que você se sentiu mais confortável, mas por aquela que os outros achariam mais bonita. Esse exemplo pode ser aplicado em várias áreas de nossas vidas. No trabalho, aposto que você, quando questionado sobre um assunto, deixou de dar sua opinião por saber que não agradaria seu chefe ou colegas, estou certa? Em sua família, em quantas situações você agiu temendo o julgamento de parentes?

Essas atitudes cumulativas transformam cada ação do seu dia em frustração. E por que digo isso? Porque você não está sendo você. Está apenas cumprindo um cronograma mental que você mesmo criou para que seu dia seja mais confortável, sem julgamentos, sem opiniões negativas em relação a você. Com o tempo, essa frustração pode evoluir para quadros de depressão, fobia social, síndrome do pânico e doenças psicossomáticas.

A BUSCA PELO LIKE

Um estudo feito na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e publicado em 2016 na revista Psychological Science, afirma que quando recebemos uma curtida, nosso cérebro gera uma descarga de dopamina. Esse é mesmo neurotransmissor produzido quando comemos chocolate, fazemos sexo ou ganhamos dinheiro. Na prática, Facebook e Instagram nos dão prazer. E por quê?

Porque nas redes sociais muitas pessoas moldam suas vidas em busca de curtidas. Criam um cenário somente para uma única publicação. Erguem uma taça de vinho só pela foto e esquecem-se de apreciar seu conteúdo, por exemplo. Gravam um show musical pelo celular estando no local e não aproveitam o momento só para postar no Facebook. Esse comportamento acaba se tornando repetitivo e viciante e você deixa de ser quem é para buscar a aceitação de outros, novamente.

Na vida real – que você deveria viver intensamente –, não há como colocar filtros, fazer os retoques e estar sempre com o seu melhor ângulo. A vida acontece e você precisa ser o protagonista, precisa ser você essencialmente. Reconheça suas qualidades, defeitos e as habilidades que você precisa desenvolver e seja você mesmo. Não deixe a opinião de terceiros mascarar sua essência. Não aja conforme a opinião dos que convivem com você.

Enfim, seja você mesmo. Liberte-se das amarras da aceitação social e viva plenamente o seu eu. Não decore cenas que não foram escritas por você só para se encaixar no roteiro de alguém.

Para viver plenamente o seu eu, precisamos responder a pergunta: Quem sou eu?

Um beijo e até a próxima.
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Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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