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Simplesmente mulheres!


05 • 03 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

A coluna de hoje é uma ótima reflexão para a nossa semana. Quais as escolhas que fizeram e ainda farão para suas vidas? Mulheres que são mulheres precisam desenvolver diversas atividades e ser fortes, corajosas, decididas, empoderadas e equilibradas. Necessitam ser mães, executivas, esposas, amigas, poliglotas, abdicar do sono para cuidar do filho ou marido. Mulheres precisam tomar conta do lar, preparar refeições, ir ao mercado, lavar louça, limpar a casa e mantê-la organizada, etc. Também precisam ler livros, fazer atividade física, ir ao salão de beleza, ler notícias, levar os filhos à escola, contar histórias para eles e estar sempre dispostas. No ambiente corporativo, têm que desenvolver uma postura quase masculina, caso contrário, o espaço, que já é reduzido, acaba se perdendo. Enfim, cansativo, né?

A mulher vista como multitarefa, ao mesmo tempo que é elogiável por dar conta de tanta coisa, perde força quando busca novos espaços, pois a sobrecarga de atividades acaba limitando sua capacidade, gerando estresse por acúmulo de funções e minimizando sua capacidade criativa e estratégica.

Há dez anos, atendo mulheres executivas e todas, sem exceção, cobram-se para dar conta de tudo. A frustração e a sensação de derrota quando não atingem um dos objetivos acima são devastadoras. O principal motivo é o modelo de sociedade machista em que ainda vivemos e, diga-se de passagem, não apenas no Brasil: em outros países também existe um padrão semelhante e, em alguns casos, muito pior. O objetivo aqui, portanto, é refletir qual é o seu papel: que escolhas você está fazendo ou se são os outros que tem escolhido por você, mesmo que de forma implícita?

Mulheres e homens são diferentes, a começar pela questão física e biológica. A mulher tem visão periférica, observa detalhes; o homem tem visão espacial, vê o todo. Cientificamente, já foi comprovado que o hipocampo que está relacionado com funções de memória é maior nas mulheres, e a amígdala, que é responsável pelas emoções e pela agressividade, é maior nos homens.

O ponto de equilíbrio entre mulheres e homens é reconhecer que existem diferenças biológicas e que cada um aprendeu uma forma de ver, sentir e fazer. Logo, conversar sobre a rotina, estabelecer regras, dividir as atividades, compartilhar as responsabilidades é uma questão de saúde mental, amor ao próximo e passa longe de atividades ditas de homem ou mulher. No campo organizacional, a mulher precisa construir o seu espaço sendo quem é, com sua sensibilidade, força e forma de ser, sentir e fazer.

A valorização profissional não é uma questão de gênero e sim de competência, resultado ou meritocracia. Mulher não deve ser comparada com homem e vice-versa. Cada um com suas habilidades, nem melhores e nem piores, apenas diferentes. E isso não implica em discriminação, desvalorização e muito menos feminícidio.

Mulheres, construam o seu espaço, aquele que faz sentido nas suas vidas.

Ótima reflexão!!!

Espero que tenham gostado. Dúvidas? Entrem em contato.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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