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Qual é o primeiro amor que nos “alimenta”? O próprio!


29 • 12 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Qual é o primeiro amor que nos “alimenta”? O próprio!

Vamos quebrar regras e ao invés de falar de objetivos para o próximo ano, vamos conversar sobre amor e equilíbrio?

Criar objetivos eu acredito que a maioria das pessoas já sabe e para aquelas que ainda têm dúvidas, podem ler os diversos textos que já escrevi para o blog sobre a temática. A distância que existe entre criar um objetivo e executá-lo em constância é uma das maiores dificuldades. Por que paramos na metade do caminho? Além das crenças irracionais – pensamentos e comportamentos autossabotadores, o que mais acontece?

Quando criamos alguma coisa precisamos desenvolver afeição, cuidado, interesse e, na sequência, amor. Se criarmos algo que não faz sentido, a tendência a não dar continuidade é altíssima, surgindo irritabilidade, cansaço, descaso e muitos questionamentos até chegar na desistência.

Não adianta exigir de si mesmo objetivos se você não tem claro aonde quer chegar, o que gosta, o que não gosta, o que ama, o que não tolera ou ainda seguir porque lhe falaram ou porque está em “alta”. Na vida, devemos buscar aquilo que faz sentido, que faz você trabalhar de forma leve, feliz e satisfeita. {claro que todo trabalho cansa e dependendo da intensidade gera stress e isso não significa que você não o ama.} Ah! Isso é utopia? Será? Na minha opinião, utopia é você acreditar que deve seguir um padrão independente do seu desejo. Utopia é criar um distanciamento entre você e a realidade que você criou para mascarar o que deve ser feito. Bem, se você já passou por isso, sabe que um dia a conta vem e com “juros”.

Lembram que eu falei como conversaríamos sobre amor e equilíbrio? Quando falo em amorprimeiro de todos é o próprio – está ligado ao autocuidado, autoproteção e autoconhecimento. É uma conversa interna que ao invés de se vitimizar, você se acolhe e trabalha todos os pontos que está insatisfeito. Amor próprio é estabelecer limites, evitar a submissão, é ter voz ativa, se posicionar, cuidar daquilo que faz sentido – independente do que o outro acha que você deveria fazer – afinal, ninguém melhor que você sabe das suas reais necessidades. Mas isso é ser egoísta? Não, egoísmo é um amor exagerado (exclusivismo) pelos próprios interesses e que despreza as necessidades alheias.

Aumentar o amor próprio fará com que você sinta o amor pelas suas escolhas e pelos outros. Não adianta reclamarmos do amor, ele é um sentimento sentido e aprendido ao longo da vida. Cada pessoa tem a sua forma de amar – seu jeito de demonstrar e o necessário é sentir o amor.

O amor nos conecta conosco, com nossos objetivos, minimiza as procrastinações, uma vez que decido, sei onde quero chegar e busco recursos para tal. Os obstáculos são enfrentados e não somatizados. As crenças irracionais são trabalhadas. Competências comportamentais desenvolvidas e a cada dia mais próximo daquilo que faz sentido – seus objetivos.

O amor nos conecta com a natureza, com pessoas, animais e com a vida. O amor transforma, aproxima, protege, admira e não sufoca.

Já o equilíbrio acontece quando temos claro o que queremos e o que estamos fazendo para atingi-los. O equilíbrio é um processo de maturidade e tem muito a ver com cautela, constância e foco. Quantas vezes você já desistiu de algo porque o “tempo mental” que você criou ficava muito aquém do “tempo real”? Desistimos por falta de paciência, por não querer enfrentar as dificuldades e por acreditar que os resultados devem ser rápidos. Quando olhamos para os resultados das pessoas que admiramos, em muitos casos fazemos a leitura de que foi rápido, todavia, na maioria das vezes, ninguém acompanha o processo, as noites em claro, o tempo de estudo e muita dedicação. É fácil olhar os resultados alheios e julgar.

Por fim, mas não o fim e sim o inicio, antes de criar seus objetivos sinta o amor (consigo, pessoas, coisas e processos) e perceba a sua “vibração” e o quanto você está preparada para criá-los. Criar só por criar você já deve ter feito – se for para criar que seja para seguir e não precisa ser apenas no final do ano. Afinal a sua vida acontece nos 364 ou 365 dias do ano e todo dia é um novo dia!

Meu desejo é que o novo ano lhe traga como base o amor e que você possa senti-lo na sua essência. Ótimas festas e comemorações! Gratidão por mais um ano de troca, reflexão e aprendizado!

Estamos juntas!

Um beijo!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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