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Qual a sua relação com a comida?


02 • 07 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Hoje abordarei um tema delicado e muito presente noa dias de hoje, a restrição alimentar: compulsão por comer alimentos saudáveis, excesso de atividade física, pensamentos obsessivos sobre comida, doce, carboidrato… Esses comportamentos não são saudáveis e, provavelmente, dizem respeito a uma disfunção. Infelizmente são tratados, por muitos, como “estilo de vida”, enquanto outros ainda chamam de “lazer”.

Hoje, ser magro para muitos é sinônimo de “sucesso” e para alguns “sorte”. Muitos se sujeitam a dietas altamente restritivas, porque possuem grande impulsividade e padrão de compulsão e obsessão. Quem não consegue estar magro tende a se culpar.

Veja bem, estamos falando de maneira generalizada sobre a predisposição que algumas pessoas têm a desenvolver transtorno alimentar ou transtorno obsessivo compulsivo ou ainda transtorno de humor. O desejo por ser magro, ter a barriga trincada, põe em risco a saúde de muitas pessoas, que acabam alcançando baixo percentual de gordura e ficam com hormônios alterados, baixa concentração, energia e foco.

Um ponto preocupante é o fato de que muitos pais incentivam esse tipo de comportamento porque falam diariamente sobre o assunto nas suas casas; os filhos ouvem, aprendem e repetem o padrão. Muitos pais não reconhecem que fazem isso; alguns porque não sabem exatamente o que estão fazendo, outros porque negam que têm algum problema em relação à comida, atividade físicarestrição alimentar.

Você pode identificar o que acontece no seu núcleo, se estiver disposto, é claro. Perceba a intensidade da sua preocupação com a comida, em engordar e fazer atividade física.  Observe se há algum prejuízo na sua vida que envolva restrição alimentar: você evita situações, festas, convites para não comer, come pouco – sempre sobra comida no prato? Tente perceber qual a intensidade dos pensamentos e a frequência dos comportamentos que envolvem comida.

Por exemplo, engana-se quem pensa que a anorexia se reserva apenas a pessoas muito magras, “pele e osso”(isso são casos graves e crônicos). Também está equivocado quem acredita que a pessoa bulímica só vomita. Para evitar distúrbios como esses, busque entender o que acontece com o seu padrão de pensamento e comportamento no que respeita a comida e distorção de imagem corporal.

Se você tem conflito com o corpo e a comida, restringe alguns alimentos, faz muita atividade física ou sente muita culpa por não fazer nada disso,  busque ajuda profissional. Para todos os casos tem tratamento. Aprenda a viver em paz com seu corpo, seu pensamento e não seja escravo de padrões corporais que muitas vezes são doentios. Foque na sua saúde e principalmente na sua essência. O nosso corpo transmite aquilo que somos e como cuidamos da nossa saúde e buscamos o nosso equilíbrio emocional.

A próxima coluna será sobre os tipos de transtornos alimentares. Fiquem ligados!

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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