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Minha Primeira Meia Maratona


20 • 03 • 2018
por Gisela Saback

OI meninas, boa tarde!

Desde pequena sou apaixonada por esportes em geral. Sempre pratiquei algum tipo de atividade física, seja ela qual for. A corrida entrou na minha vida como uma alternativa para viagens e dias off de musculação ou aulas Spinning. Pelo menos uma vez na semana eu corria, mas nada sério. Corria 5, 6 km na esteira, não tinha frequencímetro, relógio, não sabia o que era pace, nem ligava para tempo. O intuito era apenas suar a camisa e cumprir a missão do exercício do dia.

O mais incrível da corrida é que a prática depende 100% de você. A única coisa que precisamos é um par de tênis e disposição. Depois da corrida o meu dia muda, a disposição muda, a mente funciona diferente. Traz aquela sensação única de missão cumprida e bem-estar.

Há 3 anos (maio de 2015) fiz uma prova de revezamento com amigos (travessia maresias – Bertioga). Fiquei com o trecho de 6 km. Foi a primeira vez que treinei com planilha e quando passei a ter noção de tempo, pace, respiração. Depois disso, corria até duas vezes na semana na esteira, mas meu foco maior ainda eram as aulas de Spinning e musculação na academia. Fazia um ou outro treino de corrida, mas sempre para cumpri o aeróbico do dia. Em agosto de 2017, me inscrevi na minha primeira corrida de rua de 10 km. Nem preciso dizer que eu amei e logo me inscrevi em outra! Na segunda prova de 10 km, mesmo sem treino especifico de corrida, melhorei muito meu tempo (A primeira fiz em 52 min e a segunda em 49 min) e isso me deixou intrigada. Fiquei com vontade de me desafiar, ir um pouco além, até que surgiu o desafio da Meia Maratona de Paris. Ou seja, sai dos 10 km direto para os 21 km!

Completar a primeira meia maratona gerou um turbilhão de sentimentos incríveis. Senti uma mistura de felicidade e superação. Meu máximo de corrida continua tinha sido de 12 km, portanto, 21 km parecia impossível. Quando estabeleço uma meta, vou até o final e durante esse um mês que tivemos de treinamento com o Thiago Vinhal, segui à risca todas as orientações e não perdi nenhum treino. O resultado vem da persistência, do foco, da determinação e do propósito. Eu abracei a causa. Não tinha obrigação com tempo e resultado, tanto que o Thiago vivia reforçando que o intuito era completar a prova e se divertir. Como sempre amei correr e estava com preparo físico bom, acredito que lá no fundo queria provar para mim mesma que eu era capaz de me superar.

Quando terminei a prova em 1 hora e 39 minutos, não acreditei. Durante a prova a energia é tão forte, é uma sensação tão maravilhosa, que eu abstraí a dor, o frio e a garoa, queria apenas aproveitar cada km, cada paisagem.  Foi uma emoção sem tamanho. Não quis ficar refém do meu relógio, controlando pace e quilômetros. Fiquei com medo de ficar ansiosa, então apenas deixei o percurso me levar. Quando eu espiava meu relógio e via que eu estava tão bem, me dava ainda mais força e gás para manter.

O frio nessas horas ajuda, pois cansei menos que o normal, já a chuva fina foi chata, mas eu estava tão focada que se tornou indiferente. Mentalizei o tempo inteiro que eu dei o meu melhor nos treinos e estava preparada. Queria dar exemplo para os que me incentivaram e acreditaram em mim. Queria mostrar que todos somos capazes, basta ter meta, disciplina e persistência. Pensei muito em Deus, na minha família, amigos e todas as mensagens de incentivo que recebi. Em determinado momento, parecia que alguém estava me empurrando para frente de tão leve que eu estava, me senti flutuando.

A corrida se tornou uma paixão. Me sinto leve, tenho momentos de reflexão, me traz bem-estar. Correr deixou de ser um esforço, uma obrigação e passou a ser um momento de prazer. Na corrida, trabalho minha mente além do corpo e durante a prova consegui perceber a importância e influência da nossa cabeça nesse esporte. Foi uma sensação indescritível e que venham as próximas!!

Beijocas

Gi Saback

@giselasaback

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