,

Depressão Não É Frescura


15 • 05 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Hoje conversaremos sobre um assunto que, guardadas as proporções, é pouquíssimo falado: a depressão. Possivelmente você conhece alguém que já teve depressão ou que ainda faz tratamento, certo? No seu convívio familiar e social, alguém toma algum tipo de medicamento psiquiátrico, acertei?

Reconhecer um quadro depressivo não é uma tarefa tão simples, pois muitas pessoas ainda não acreditam nessa doença, falam que é “frescura” e “bobagem”. Quanto mais demorar o diagnóstico, maiores serão os danos causados e, inclusive, em muitos casos ocorre o suicídio.

Foi divulgada uma pesquisa em fevereiro deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que diz que a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. Em dez anos (2005 a 2015) esse número cresceu 18,4%. Mundialmente, a prevalência é de 4,4% e no Brasil, 5,8% da população, aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros sofrem com essa doença. O Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maiores números nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos. Sobre o suicídio, em 2015, 788 mil pessoas morreram e isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte em 2015. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015. Pesquisas indicam que a cada hora uma pessoa se suicida no Brasil.

Em outros textos já comentei com vocês que o estresse crônico, se não tratado, pode evoluir para uma psicopatologia, lembram? Somado a isso, acontecimentos do dia a dia, como por exemplo: conflito constante, morte, demissão, doença, relacionamento doentio, divórcio, trauma, aposentadoria e falência, são fatores que podem desencadear sintomas depressivos. As causas incluem também genética, uso de drogas e álcool, alteração em alguns neurotransmissores (serotonina, noradrenalina, dopamina, acetilcolina e acido gama aminobutírico (GABA), etc.

A forma como encaramos as dificuldades, os problemas e obstáculos representam a nossa estrutura psíquica e percepção. Não significa que se para fulano o “evento x” não causou impacto, para você ocorrerá da mesma forma. Entender e aceitar que cada pessoa tem uma forma intransferível de ver, fazer e sentir a vida.

Os sintomas da depressão vão muito além das alterações de humor, incluindo alterações psicomotoras e cognitivas.  A depressão, conforme o CID-10 e DSM5, pode ocorrer de forma leve, moderada e grave. Os principais sintomas são perda de interesse e prazer, perda de energia, cansaço, tristeza profunda, isolamento, desânimo, dificuldade de se concentrar, aumento ou diminuição do sono, agitação, irritação, perda ou ganho de peso, diminuição da libido, sentimento de inutilidade, indecisão, pensamentos de morte e ideação suicida, etc. O número e a gravidade dos sintomas determinarão o grau da depressão.

Se você possui esses sintomas há algum tempo e eles são diários, busque ajuda profissional. Converse com seu Psicólogo, Psiquiatra, Clínico Geral ou Ginecologista. Não guarde para você, busque ajuda enquanto há tempo. Lembre-se: não sinta vergonha e entenda que se você desenvolveu essa doença é porque possivelmente foi forte por muito tempo, enfrentou muitas coisas e uma hora o corpo fala.

Cuidem-se!

Até a próxima, um beijo

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

Comente