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Burnout Parental, você sabe o que significa?


13 • 11 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Como já comentei em outros textos com vocês, existem três fases do estresse: a aguda, a de resistência e a crônica – nesta última, surge o Burnout. Lembrando que nosso corpo está preparado para se estressar, mas com limites. O que ocorre é que dificilmente prestamos atenção nos limites que nosso corpo impõe e sempre queremos fazer um pouco a mais. Isso, somado há alguns anos de atividade, causa o estresse crônico, que é o período que desencadeia as psicopatologias.

A Síndrome de Bournout é caracterizada por uma grande exaustão e o esgotamento físico e mental – como se fosse dar um apagão, “falha elétrica”. Acabam as forças, paralisam os sentimentos e podem criar dúvidas quanto ao sentido das atividades até então executadas.

Como diferenciar o esgotamento leve do crônico?

O leve tem a ver com alguma atividade que você precisa fazer, como por exemplo: projeto de trabalho, tese de mestrado/ doutorado, escrever um livro, fazer uma prova – ou seja, ter um comportamento intenso por um “curto/médio” período.  Já o crônico é manter por anos uma intensidade acima do limite – algo que requer esforço diário por muito tempo. Você sente a perda de energia, mas não para – e em muitos casos se torna apático a ela.

Sintomas físicos e emocionais:

  • acompanha por uma curva descendente, exemplo, trabalho: empolgação pelo trabalho – satisfação e após um tempo, grande insatisfação. Aquilo que fazia sentido deixa de fazer – por excesso de trabalho;
  • dor de cabeça;
  • ranger dentes;
  • insônia;
  • cansaço extremo – físico e mental;
  • irritabilidade;
  • redução da produtividade – se sentem sem energia para dar continuidade;
  • apatia – “tanto faz”;
  • ansiedade;
  • distanciamento afetivo;
  • diminuição do contato social;
  • evita conversar;
  • não resolve os problemas e evita conversar sobre eles, ignorando-os.

Por que a Síndrome de Bournout afeta as mães atualmente?

O papel da mãe, principalmente nos primeiros meses de vida de um bebê, é muito mais intenso. Requer doação, seja pelos cuidados essenciais ao recém-nascido, ou pela amamentação e, por isso, o estresse acaba sendo mais acentuado. Mas isso se estende ao longo da maternidade, ou pela cobrança excessiva de ser perfeita, impecável, estar com tudo em ordem ou por conviverem diariamente com a culpa e por não aceitarem suas limitações e frustrações.

Uma ex-reitora de Stanford fala que um dos maiores problemas é que os pais protegem seus filhos das frustrações. Elas acontecem e fazem parte da vida. Há também a necessidade de afirmação – precisa mostrar para o outro o que faz para seu filho e o acumulo de funções, dessa forma, negligencia a própria vida.

Com isso, o gasto energético é maior, principalmente para as mães de primeira viagem – atividades novas requerem maior concentração e atenção –, por nunca terem feito ou passado por aquela experiência. Há também a pressão social – ser uma mãe incrível –, mas o que significa ser incrível? Ser apenas mãe já é suficiente.

Para minimizar esses problemas é preciso identificar o que está causando o esgotamento e prestar atenção aos sinais do corpo. Evitar cobranças excessivas. Você não precisa ser uma “supermãe” – apenas mãe, e executar esse papel já é suficiente.

Mães, vocês precisam aprender a pedir ajuda – evitem o rótulo de “superpoderosas” e que “suportam tudo”, isso não é verdade. Converse com seu companheiro várias vezes até ele entender que você precisa de ajuda – esteja aberta para a ajuda que ele tem para tem a oferecer. Muitas mulheres pedem ajuda e só aceitam se for do jeito delas e isso faz com o que os homens desistam – porque cada pessoa tem sua forma de fazer.  É preciso insistência. Quando seu marido faz algo você critica ou elogia? Se você estivesse no lugar como se sentiria? Animado para continuar ajudando?

É necessário dar limite pela via do cuidado – explicando os motivos e evitando o autoritarismo. Filhos sempre solicitarão atenção e cabe aos pais estabelecer os limites. Não fazer tudo o que o filho pede e principalmente na hora que ele quer.

Num contexto geral

O importante também criar um tempo para você cuidar da sua saúde, física e mental. Reservar um espaço para você cuidar de si mesma. Diferenciar estímulo de motivação e com isso encontrará um sentido na sua vida. Criar estratégias para minimizar o que está em excesso – porque, para equilibrar, basta fazer a pergunta: o que não estou fazendo e devo fazer? O que estou fazendo em excesso e devo diminuir?

Observe-se! Você não precisa agir 24 horas por dia, sete dias por semana. Exija menos de si e abra mão do que não faz sentido para você. Desacelere!

Se você se identificou e percebe que apenas com as dicas não está dando conta, não deixe de buscar ajuda com a Psicoterapia ou tratamento com Psiquiatra. Os hábitos são muito importantes, como incluir alimentação saudável, atividade física, meditação, yoga, ou seja, aquilo que lhe desacelera e dá prazer.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

 

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