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O processo de envelhecimento | Como atenuar


05 • 04 • 2018
por Clarissa Rittes

Oi meninas!

Como combinamos, hoje falarei sobre o processo de envelhecimento e onde podemos intervir para atenuar esse processo. Tudo começa em torno dos 25 anos, quando diminuímos nossa produção de colágeno,. Mas é após os 30 que não apenas paramos de produzir a proteína naturalmente, como também aumentamos a velocidade de degradação em 1% a cada ano. Com menos colágeno e elastina, a pele perde o tônus e começa a ceder a gravidade. Sim, a força da gravidade também atua no nosso rosto..Paralelamente, os coxins de gordura, localizados abaixo da pele começam a ser reabsorvidos e se deslocam para baixo. Por esta razão, perdemos o suporte do rosto. Outro aspecto a ser notado, é que perdemos osso ao longo do processo, uma vez que o esqueleto muda e, sem o suporte ósseo e dos coxins de gordura, com a ausência de colágeno para manter a capacidade da pele de não ceder à gravidade, tudo começa a cair.
 Além disso, a pele sem colágeno se torna flácida – a gente puxa e ela vai “ até a lua” -, muito diferente da pele de quem tem 20 anos, cheia de colágeno. Além de perder o tônus, a pele começa a vincar acima dos músculos que contraem muito, formando as linha dinâmicas e estáticas. E, como se não fosse o suficiente, o próximo passo é a pele perder a capacidade de “ tightening” – começando a sobrar -, e as linhas viram pregas, com este excesso de pele.

Nesse processo complexo, existe perda de colágeno, elastina, coxins de gordura , osso, ação da gravidade, e para piorar, a pele madura ainda perde a hidratação. Sem contar o fotodano. O dano solar cumulativo do sol que tomamos a vida toda, no pátio da escola, a luz uVA a que estamos expostos mesmo dentro de casa (pois ela passa pelo vidro, nuvens  e penetra profundamente da pele). Os danos solares, além de serem CUMULATIVOS , ou seja, qualquer sol que tomamos acumula embaixo da pele, ele aparece ANOS após a exposição, em forma de mais perda de colágeno, vasos, manchas, e câncer de pele. Ou seja, além da estrutura do tecido, ainda temos alteração pigmentar com a idade. E tudo isso é normal do ser humano.

Antigamente, sem os avanços tecnológicos, vivíamos até os 40 anos, aos 30 já éramos considerados idosos. Graças a Deus, com a evolução tecnológica e da medicina, hoje temos uma qualidade de vida melhor e vivemos muito mais tempo. Entretanto, nossa pele não sabe disso, e tende a envelhecer a partir dos 25 anos. A boa notícia é que também temos muita medicina e tecnologia voltada para atuar em todas as partes do envelhecimento.

Por isso, oriento meus pacientes que devemos sempre iniciar com a ESTRUTURA., reposição de volume em pontos específicos, recriar esses pilares de sustentação que perdemos com a idade, já atenuando os efeitos da gravidade. Uma vez sustentado, partimos para a neuro modulação em casos com indicação, e diminuímos a força muscular com toxina botulínica. Em casos sem indicação, já partimos para a produção de colágeno, que pode ser feita de diversas formas. A melhor opção depende do caso, e varia conforme a idade, genética, grau de flacidez e fatores associados. Em casos de flacidez moderada a severa, associamos Bioestimuladores injetáveis a tecnologias feitas para fazer nosso corpo voltar a produzir colágeno. No caso dos pacientes que já apresentam fotodano , e não tanta flacidez, iniciamos pelo tratamento das manchas e vasinhos, já que para atenuar seu aspecto, usamos lasers e luz pulsada, que colateralmente também produzem colágeno . Dependendo do grau da perda de colágeno, e da idade do paciente, só de tratar as manchas já produzimos o suficiente pra devolver o tônus à pele.

Consulte seu dermato para saber qual tratamento é mais indicado para sua pele e, minha dica principal é: não esqueçam do protetor solar DIÁRIO, pois além da idade, o segundo maior destruidor do nosso colágeno é o sol do dia a dia .

Vamos nos cuidar!

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

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