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O casal lado a lado | Como construir um “nós”


17 • 09 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

O que somos hoje é resultado de várias gerações familiares que nos precederam. Somos histórias que de alguma forma já foram vividas e apenas atualizadas com as tecnologias de cada década. Com base nessa informação, é prudente fazermos uma breve reflexão sobre os relacionamentos dos nossos antepassadas, por meio de histórias contadas e vividas pelos nossos  bisavós, avós ou pais. Dessa forma,conheceremos um pouco mais sobre a maneira como nos relacionamos, o que buscamos no outro e o que esperamos.

Carência, frustração, ansiedade, insegurança, medo… Tudo isso ocorre com todas as pessoas em intensidades diferentes. Fato é: todo mundo já sentiu, sente ou ainda vai sentir algo assim. Entender que o seu tempo não é o tempo do outro e que o que faz sentido para você hoje pode estar muito distante do querer da outra pessoa, é dar espaço para o outro ser ele mesmo – acolhendo os pontos positivos e melhorando os negativos.

Para um casal se fortalecer é necessário um aceitar o outro como ele é. As mudanças vão ocorrer naturalmente, em função da convivência. O que acontece é que muito antes de ter intimidade com o outro e conhecer sua história, os casais já estão esperando por transformações significativas.

O casal quando se forma precisa estar disposto a construir um “nós”. A paixão e o amor que levam duas pessoas a construir uma vida em conjunto passa por diversos momentos e oscilações, durante toda a existência. Entender essas etapas poderá proporcionar vida longa ao casal. Acreditar que a paixão e o amor serão o mesmo do início é o começo de muitas frustrações, brigas e cobranças – com o famoso discurso de “antes você era assim”. Na realidade, antes éramos “x” ou  “y” porque muitos cenários não haviam ocorrido. A vida é uma junção de fatos e vamos nos remodelando através deles. O que fomos no passado já foi, pois ao longo do tempo vivemos experiências, aprendemos, conhecemos e experimentamos diversas sensações, comportamentos e atitudes, e isso vai nos mudando.

Quando formamos um par, formamos também uma base que se alia e busca conjuntamente enfrentar as dificuldades do dia a dia e não competir com ela. A existência de um par tem como objetivo facilitar e não dificultar a vida, incluir e não excluir. O casal precisa construir o “nós”, buscar o alinhamento que faz sentido para a família e, principalmente, entender que equilíbrio é movimento e que sempre haverá oscilações, leves (na sua maioria) mas, às vezes, mais bruscas.

Para enfrentar as adversidades, o casal precisa se esforçar e construir a sua forma de se relacionar – do mesmo modo que seus pais, seus avós e bisavós fizeram.

Com carinho, sugiro àqueles que queiram formar um par, se disponham a criar acordos que façam sentido para os dois, como forma de minimizar conflitos. Desejo que não sejam nem melhor nem pior que outros casais; apenas que tenham regras que os façam caminhar lado a lado.

Beijos e ótima semana!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Como os Relacionamentos Interferem na sua vida


03 • 09 • 2018
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Sou curiosa e apreciadora dos relacionamentos interpessoais. Vocês sabiam que um dos maiores problemas da humanidade é a forma como as pessoas se relacionam? Somos complexos e em algumas situações, nossos próprios inimigos.

Você já parou para pensar que os relacionamentos acontecem entre pessoas estranhas que decidem ficar juntas (namorar, noivar, casar, ser amantes ou amigos, parceiros de trabalho etc.)? Cada pessoa tem sua forma de ver o mundo, sua cultura, suas crenças, seus valores, sua forma de sentir e de se posicionar… Ainda que pairem julgamentos sobre algumas relações, não existe certo ou errado, mas apenas acordos entre partes.

Quantas decepções você já teve porque o outro não o entendeu ou porque você esperava dele uma outra reação (muitas vezes sem deixar claro o que seria isso)?

Ter ligações próximas com os outros é vital para nossa saúde – mental, emocional ou física. Inclusive existem estudos (um importante foi feito pela Universidade de Chicago) que indicam que a solidão aumenta a pressão arterial e pode aumentar o risco de ataque cardíaco. O mesmo acontece nos relacionamentos negativos e disfuncionais: o sofrimento numa relação afeta o sistema imunológico e hormonal, segundo estudos da Ohio State University.

Vivemos uma epidemia de ansiedade e depressão. Há também estudos indicadores de que até 2025  a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. Certamente, a qualidade dos relacionamentos influencia nessa epidemia. Conflitos com a pessoa amada e relacionamento hostil são coisas que aumentam nossas dúvidas, geram dor e ressentimento, além de poderem diminuir a autoestima, causar isolamento e sensação de fracasso.

Por outro lado, os relacionamentos estáveis e positivos, segundo pesquisas, protegem-nos de estresse e ajudam-nos a enfrentar melhor os desafios da vida. Você sabia que segurar a mão da pessoa amada, além de gerar segurança, pode acalmar os neurônios que provocam turbulência no cérebro? O psicólogo Coan [APDM2] , da Universidade da Virginia, fez uma pesquisa com pacientes, enquanto elas passavam por uma ressonância magnética no cérebro. As pacientes foram submetidas ao seguinte teste: quando acendesse uma luz vermelha no aparelho, elas poderiam receber um pequeno choque elétrico nos pés, ou não. Essa informação ligava os centros de estresse no cérebro das pacientes. Todavia, quando os esposos seguravam suas mãos, as pacientes registravam menos estresse. A conclusão foi que o contato com a pessoa amada atua literalmente como um atenuador de estresse e dor, o que fez Coan afirmar que as pessoas que nós amamos são reguladores ocultos de nossos processos corporais e de nossa vida emocional.

Por fim, fica aqui o convite para você refletir sobre a qualidade dos seus relacionamentos e ter clareza que sobre o quanto eles impactam (in)diretamente em sua vida, seu emocional, sua cognição, seu ânimo, sua energia etc. Observe como suas emoções são impactadas diariamente por suas relações – se você puder faça um diário e escreva as emoções que você sentir, e o que levou você a elas.

Na próxima coluna daremos continuidade ao assunto.

Beijos e ótima semana!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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O que é vínculo?


15 • 08 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas, tudo bem?

Você sabia que muitos problemas psicológicos, tais como dependência afetiva, insegurança e angústia têm ligação com aquilo que você viveu, viu, ouviu e sentiu no decorrer da sua infância? A dinâmica da sua família, a forma como todos expressaram sentimentos de cuidado, controle, rigidez ou falta de limite, tudo influencia a forma como você se vincula.

Mas, o que é vínculo? 

Vínculo é ligação, laço, elo, conexão… Vincular-se é se relacionar, eternizar momentos, criar intimidade, dar espaço para o outro ser ele mesmo, independente do seu desejo. Criar vínculo não é aprisionar, ter controle ou posse. O vínculo é uma linha tênue imaginária que une pessoas, não apenas em relacionamentos amorosos. É confiança, segurança, apoio e base em qualquer relação.

O vínculo é a base para os relacionamentos evoluírem. Sabe aqueles amigos que você não vê com frequência, porém quando os encontra é como se os visse todos os dias? Às vezes você não tem nem notícias da pessoa e, quando a encontra, poucas horas são suficientes para estarem próximos, como se nunca tivesse havido qualquer separação. É disso que estamos falando.

Seus relacionamentos, sejam eles pessoais ou de trabalho, geram vínculos? Você cria um espaço acolhedor e empático?

Imagino que muitos estão pensando: afinal, como se cria vínculo? Aqui o que conta é a sua resposta, pois você precisará levar em conta tudo aquilo que aprendeu, viveu e sentiu na sua infância. Como é o seu vinculo com seus pais, irmãos, tios, primos, avós, amigos, colegas, vizinhos etc.? Se olhar para os relacionamentos de trabalho, amizade e amor dos seus pais, o que você enxerga? São pessoas que criaram intimidade com os outros? Você as vê mais fechadas? Mais amorosas? Rígidas, severas e com distanciamento? Amáveis, acolhedoras, incentivadoras? São pessoas que dão segurança ou são pessoas controladoras? Exercem autoritarismo ou autoridade?

Como se vê, são muitas as variáveis na equação, mas fazendo essa breve analise é possível compreender como você cria vínculo com o outro.

Crie relacionamentos que tenham conexão, ligação e laço. Aquilo que dá nó sufoca, espreme e está mais próximo de controle ou dependência. Nos relacionamentos em que os vínculos são saudáveis geralmente as pessoas convivem muito bem, pois o nível de confiança e segurança é equilibrado, possibilitando que o outro faça suas escolhas e não tenha medo de expressá-las.

O vínculo é aprendido e construído ao longo da vida. Se você não teve uma base familiar e emocional sólida, busque ajuda profissional, entenda sua história e desenvolva-se.  Sabe por quê? Porque vínculo é vida!

Beijos e até a próxima!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach   |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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