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Quantas mulheres cabem dentro de uma mulher?


17 • 08 • 2015
por Janaína Leão

Olá meninas!

Vamos refletir sobre mulher, maternidade e carreira profissional.

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(Foto: Divulgação)

Mulher! Com leveza e força, doçura e bravura cria oportunidades para pertencer ao mundo, mostrando que a diversidade é a soma da diferença, a multiplicação do desejo, a divisão das barreiras e atividades e o resultado é o direito de escolher o que melhor te representa.

A coragem e a culpa se fazem presentes em algum momento na vida de todas as mulheres. Coragem para assumir uma postura, fazer escolhas, enfrentar julgamentos, (re)começar projetos, criar estratégias para driblar a cultura machista que ainda predomina e em alguns casos discrimina o potencial da mulher. Já a culpa, ocorre em decorrência do padrão cultural e do ideal que cada uma tem de si,  do certo e errado e o que devemos ou não fazer. A culpa pode ter uma função destrutiva ou construtiva.

Há um consenso que nós mulheres ocupamos diversas funções, seja no âmbito pessoal e/ou profissional. Difícil encontrar tempo e disposição para tantos afazeres e lidar com a sobrecarga emocional e física. Este cenário contribui para que algumas mulheres abram mão de seus objetivos, mesmo que temporariamente. Geralmente o duelo perpassa entre a casa (família) e o trabalho. Isso ocorre, porque o Brasil, infelizmente, está engatinhando para uma cultura de valorização e reconhecimento da mulher no mercado de trabalho, divisão de tarefa e responsabilidade entre o casal.

Segundo dados do Núcleo de Direito e Gênero da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, em 2011 as mulheres são 45% da força de trabalho no Brasil. Porém, ocupavam, até o fim de 2011, apenas 7,9% dos cargos de diretoria e 7,7% dos postos em conselhos de administração. De acordo com o IBGE, mulheres ganham um salário em média 30% inferior aos homens. Esses dados comprovam o quão desafiador é o ambiente de trabalho para a mulher.

A chegada do filho implica inúmeras mudanças na vida da mulher, a começar pela gestação, planos pessoais e profissionais. Atualmente muitas optam por conciliar nascimento do filho com vida pessoal e o trabalho. Outras, preferem parar de trabalhar por tempo indeterminado para dar atenção exclusiva ao filho, tendo em vista  a falta de estrutura e apoio. Se tratando de maternidade, não existe o que é certo ou errado, pois o “ser mãe” vem acompanhado do significado que cada pessoa dá para a maternidade. Qual o significado para você?

Indiferente da sua escolha, é necessário entender que, muitas mulheres, automaticamente ao serem mães, convivem com a culpa imaginária e punição por acreditarem que não estão fazendo o seu melhor. São 24 horas por dia alimentando um desejo, (in)consciente, de não errar. Através da minha experiência clínica, percebo como muitas mulheres buscam dar conta de tudo e todos e de forma “perfeita”. Essa cobrança gera stress, cansaço, irritabilidade, sensação de que não vai dar conta, crises de ansiedade, depressão e etc.

Por fim, busque se desenvolver, invista energia em diferentes aspectos da vida e não fique presa a padrões culturais pré estabelecidos. Faça suas escolhas baseada nos seus valores, vontades e necessidades. Supere suas barreiras internas, aceite suas limitações, dê limites, divida tarefas, faça planejamento até mesmo para o inesperado e sinta o potencial transformador que reside em você. A maternidade pode ser um meio de realização, assim como sua vida profissional, o casamento, as amizades e todos os outros âmbitos de sua vida.

Espero que tenham gostado e contribuído para uma ótima reflexão.

Dúvidas? Entre em contato.

Até a próxima! Estamos juntas!

Beijos,

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Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

Instagram: @psicologa_coach

Email: janaina@janainaleao.com.br

Site: www.janainaleao.com.br

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Coragem para enfrentar a acomodação


03 • 08 • 2015
por Janaína Leão

Olá meninas!

Vamos iniciar a semana enfrentando nossas procrastinações? Se sim, vem ler!

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(Foto: Divulgação)

Papel e lápis na mão para responder a seguinte pergunta: Atualmente, o que você tem evitado fazer? Exemplo: Iniciar dieta ou atividade física,  fazer planejamento financeiro, procurar outro trabalho ou conversar com seu chefe, terminar a relação que já chegou ao fim e etc.

Consegue identificar por quais motivos você tem evitado essa ação?

Dentre os motivos, me arrisco a dizer que o principal é a famosa Zona de Conforto, caraterizada por pensamentos e comportamentos que estamos acostumados a ter e que dificilmente geram desconfortos. Porém, o principal problema da Zona de Conforto é a acomodação e limitação imposta (in)consciente por si mesmo. Você já teve a sensação que na sua vida não acontece nada demais e de diferente? Se a resposta for sim, o que você tem feito de diferente para obter outros resultados?

A Zona de Conforto é um “bem” necessário, pois além de sinalizar conforto, sinaliza um possível questionamento: será acomodação? Também mostra que nos desenvolvemos, aprendemos, atingimos resultados e que precisamos nos lançar a novas oportunidades. É a hora de evoluir e traçar os próximos passos.

Para entender melhor sobre o assunto e sua real importância, se faz necessário compreender a função dos seus pensamentos. Especialistas afirmam que ao longo do dia ocorrem de 40.000 a 60.000 pensamentos, a maioria inconscientes.  Logo, muitas vezes, o nosso posicionamento é guiado pelo inconsciente.

Ter consciência das suas crenças e desenvolver maior autoconhecimento, contribuirá para você não cair em armadilhas criadas por si mesmo e que representam uma “falsa” realidade. Seguidamente, escuto dos meus pacientes “eu sei, me conheço muito bem”. Porém, se conhecer não é garantia de mudança e de encontrar ferramentas para alavancar na vida. Além de se conhecer, se faz necessário entender seu padrão de pensamento e comportamento. Você sabe qual é?

Por fim, a vida oferece oportunidades incríveis e o limite é você que impõe.  Enfrentar a zona de conforto é assumir novos pensamentos, comportamentos e permitir espaço para as novas conexões cerebrais.  É não se contentar com o “mais do mesmo” e não temer pelo desconhecido. Pesquisar, planejar, buscar ajuda profissional e conversar com as pessoas te dará força. Aos poucos, permita-se atravessar o que até então era (in)atravessável e enfrente o que chamo de Zona de Coragem. O ideal é alternar entre a Zona de Conforto e a Zona de Coragem .

A vida te chama e convida para enfrentar os obstáculos, que são oportunidades para fazer diferente e aprender.

Espero que tenham gostado. Fiquem atentas aos seus comportamentos. Dúvidas? Entre em contato. Até a próxima! Estamos juntas!

Beijos,

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Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

Instagram: @psicologa_coach

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Site: www.janainaleao.com.br

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Pais de primeira viagem


20 • 07 • 2015
por Janaína Leão

Olá meninas!

Hoje vamos conversar sobre uma das maiores mudanças que ocorrem na nossa vida.

Pais de primeira viagem: Estamos grávidos, e agora?

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(Foto: Fernanda Bozza)

Como será minha gestação? Terei alguma intercorrência? Será que o bebê nascerá com algum problema de saúde? Como ficará a relação conjugal? Darei conta de ser mãe ou pai? O que preciso fazer para cumprir meu papel de forma adequada?

Naturalmente, “estar grávidos” gera dúvidas, medos e inseguranças.  A mudança, por mais positiva que seja, vem acompanhada de ansiedade e de intensidade emocional. Logo, oscilar entre sentir-se abençoado ou estressado faz parte do momento. Afinal, gerar um vida requer cuidado, responsabilidade e amor.

Pela minha experiência clínica, percebo que muitas mulheres se cobram pela gravidez perfeita. Geralmente, ocorrem frustrações, pois é natural acontecer algo “fora” do planejado. Já os homens, relatam o medo de perder a atenção,  de serem deixados de lado e sentem uma responsabilidade extra por dar conta das atribuições que envolvem um bebê. Também há casos em que a mulher grávida evita compartilhar e incluir o parceiro nesse momento. Porém, ao bebê nascer,  a parceira solicita ajuda e o mesmo não se sente preparado para agir ou se recusa por ter se sentido rejeitado durante a gravidez. Logo, surgem os conflitos.

Com frequência converso com meus pacientes, os quais chamo de “pais grávidos”, explicando que ambos passam pela etapa da gestação com suas diferenças, e estas devem ser respeitadas. É um novo ciclo familiar, recheado de descobertas  e o ideal é que ambos estejam conectados e dispostos a enfrentarem as dificuldades desse novo momento. Aliás, esta passagem é tão importante quanto a decisão de engravidar.

O Ser “boa” mãe ou “bom” pai, será consequência do que você acredita, do seu autodesenvolvimento, da  relação conjugal estabelecida e da referência materna e paterna da família de origem de cada parceiro.

Especialistas afirmam que a maior e mais profunda mudança pessoal e familiar ocorre com a chegada de bebê. Já na primeira vez, os sentimentos e dúvidas ficam mais aflorados.  Afinal, neste momento mágico, o filho torna-se pai, a filha torna-se mãe, os pais tornam-se avós e todo relacionamento familiar passa pela transformação, a espera de um novo membro.

Entre o casal, não subestime a capacidade do seu/sua parceiro(a) e nem o rotule. Desenvolva  a confiança e a comunicação para com ele(a). Apoie ao invés de criticar. Negocie “quem faz o quê”. Evite assumir todos os compromissos. Não fique obcecada(o) por sempre  querer “agir da maneira correta”.  Erros ocorrerão e é uma forma de ensinar aos filhos que a frustração faz parte da vida. Construam a educação conjuntamente, baseada nos valores de vida. Dar amor é tão importante quanto dar limites.  Lembre-se: aprendemos com o exemplo.

Atenção mamães: incentive e dê espaço para o papai exercer suas funções. Cada um tem um jeito, uma forma de pegar, de colocar a roupa e etc. Atenção papais: busque se aproximar, oferecer ajuda, se inclua nesse processo, aprenda e ensine.

Enfim, neste momento cheio de (re)descobertas em que dois tornam-se três ou mais, exercite a tolerância, pois ninguém é perfeito. Construa vínculos com amor e entre nessa linda trajetória do ser mãe e pai.  Lembre-se, quando nasce um bebê, “nasce” uma mãe e um pai, ambos no mesmo barco aprendendo a navegar em um mar, antes de sonhos, que agora é real.

Espero que tenham gostado. Dúvidas? Entre em contato. Até a próxima! Estamos juntos!

Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

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