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Como manter o foco nas redes sociais?


05 • 10 • 2015
por Janaína Leão

A pesquisa “Futuro Digital em Foco Brasil, 2015”, mostra que os brasileiros são líderes no tempo gasto nas redes sociais. Estima-se um tempo médio de 650 horas por mês para cada pessoa. A nossa média é de 60% maior que o resto do mundo. As regiões que tem mais pessoas conectadas são o sudeste (49,7%), sul (20,2%), nordeste (15,9%), centro-oeste (9,9%) e norte (4,2%). As faixas etárias mais conectadas são entre 25-34 (23,2%), 15-24 (22,4%) e 35-44 (20,9%).

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Com base nesses dados, fica evidente que vivemos numa era totalmente online. Portanto, se faz necessário entender a diferença entre vício e dependência nas redes sociais, conhecer o seu comportamento diante da mesma, eleger prioridades e buscar conteúdos que agreguem conhecimento e informação.

Em muitos casos, a busca desenfreada pelas redes sociais simboliza descontentamento e refúgio diante dos problemas e dificuldades diárias. Observe em quais momentos você tem a necessidade de permanecer online e reflita se não se trata de fuga.

Não é à toa que a dependência pela internet é crescente e a maioria das pessoas desconhecem a gravidade. O Dr. Cristiano Nabuco Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo diz que “embora sejam dependências distintas, já existem pesquisas que mostram que o que ocorre nos neurônios de indivíduos dependentes de álcool e drogas também ocorre nos indivíduos de internet. O neurônio é envolvido pela bainha de mielina e, quando o indivíduo usa álcool ou droga, há um desgaste dessa membrana. É o que acontece também com os indivíduos dependentes de internet”.

hands texting with mobile phones in cafe

Qual a diferença entre vício e dependência? Vício é caracterizado por hábito que traz prejuízo para si ou para as pessoas do seu convívio. Já a dependência é uma necessidade compulsiva e que gera impulso. Neste caso, a pessoa fica totalmente impotente diante da situação e não consegue se controlar. Em ambas situações, busque ajuda profissional.

Para você manter o foco e aproveitar da melhor maneira possível as redes sociais, seguem algumas dicas:

  • Para ter foco, você precisa ter claro qual o seu objetivo;
  • Exercite a autodisciplina e delimite horários. Ex: Entrarei nas redes sociais de manhã, ao meio dia e à noite.
  • Desabilite as notificações da tela do seu smartphone;
  • Defina regras e cumpra-as. Por exemplo: Entrarei nas redes sociais para ler mensagens, ler noticias, postar fotos e não para ficar vasculhando a vida alheia.
  • Tenha bom senso e saiba diferenciar quando uma rede social está te ajudando ou atrapalhando e busque inserir novos hábitos, como por exemplo: atividade física, lazer, encontros off-line, cinema, parque, livros e etc.

A tecnologia nos aproxima de pessoas e do mundo, porém jamais conseguirá nos proporcionar a troca presencial, a energia, a vibração e a conexão de laços. Busque o equilíbrio.

Espero que tenham gostado. Dúvidas? Entre em contato.

Um beijo e até a próxima!

Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

Instagram: @psicologa_coach

Email: janaina@janainaleao.com.br

Site: www.janainaleao.com.br

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Qual comportamento você está ensinando para seu filho?


21 • 09 • 2015
por Janaína Leão

Olá mães e pais!

Qual comportamento você está ensinando para seu filho?

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(Foto: Reprodução)

Não nascemos prontos, o que nos tornam únicos e com leque de oportunidades para desenvolvermos tudo aquilo que nos é apresentado. O nosso cérebro não se desenvolve sem influências. Você já reparou que nós não sentimos falta do que não conhecemos?

“São nos 3 primeiros anos de vida que o cérebro do bebê cresce e ganha peso. Há maturação das conexões entre os neurônios, o que faz a massa encefálica aumentar e ficar mais densa”, afirma uma das principais neurocientistas da “mente infantil” do nosso país Suzana Herculano-Houzel. Além da genética, as experiências nesse período são determinantes – até mais que os genes, para moldar o funcionamento cerebral diante das situações estressantes, desafiadoras e frustrantes.

Além do desenvolvimento cerebral, a estrutura da personalidade também é formada aproximadamente até os 3 anos. A personalidade é a base psicológica, composta pela herança genética, ambiente em que vivemos, informações que recebemos de pessoas próximas de caráter intencional ou não e a singularidade da própria pessoa.

Dada uma breve explicação científica a respeito da formação do cérebro e da personalidade, vamos conversar sobre qual o “real” comportamento que você está ensinando para seu filho.

Especialistas em comportamento afirmam que todos nós aprendemos com o exemplo e não apenas com o que nos é falado, mas também com aquilo que vimos, sentimos e entendemos. Um dos maiores impactos, no que se refere ao comportamento não é o que falamos, mas sim o que fazemos.

Com base nessas informações, convido você, mãe e pai, para refletir e analisar qual comportamento você está ensinando para seu filho. É isso, de fato, que você quer ensinar? Lembre-se, seu filho estará muito mais atento ao que você faz, seja com ele, extensão familiar, amigos, sociedade, no mercado, na farmácia, no restaurante, no trânsito e etc. Destaco: criança aprende pelo exemplo!

Içami Tiba, sempre relembrado pelo seu belíssimo trabalho sobre Educação, nos presenteia com a seguinte frase: “Não é demais lembrar que os filhos não absorvem somente o que os pais acham que ensinam. Absorvem também o modo como estes comem, se comunicam, se ajudam, se ironizam, aproveitam-se dos outros, as músicas que ouvem e etc.”

No consultório, converso com meus pacientes, casais ou famílias a seguinte frase: pais alinhados, filhos afinados. Pais desalinhados, filhos desafinados. Nenhuma criança, passa por conflitos sem ter interferência familiar. Vivemos em um sistema e somos influenciados e influenciamos o tempo inteiro.

Independente do momento da sua vida, busque conhecer sua história e seu padrão (trans)geracional. Dessa forma, garantirá maior autoconhecimento e clareza dos seus valores, pensamentos e comportamentos. Consequentemente, desenvolverá inteligência emocional, autocontrole e maior consciência. Também aprenderá a enfrentar e sentir a frustração.

Afinal, quando nasce um bebê, nasce uma mãe, um pai e um processo infinito de aprendizados e novas experiências. Uma coisa que os pais devem sentir e, consequentemente, ensinar, é que a ação é muito mais importante que a perfeição. A perfeição fica no dicionário. A ação humaniza e gera aprendizados e (re)descobertas.

Por fim, qual a mensagem que você está “passando” para seu filho?

Excelente reflexão. Espero que tenham gostado.

Dúvidas? Entre em contato.

Até a próxima! Estamos juntos!

Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

Instagram: @psicologa_coach

Email: janaina@janainaleao.com.br

Site: www.janainaleao.com.br

Não terceirize a sua escolha profissional


07 • 09 • 2015
por Janaína Leão

Olá meninas!

Vocês conhecem pessoas que estão com dúvidas de qual profissão escolher? E insatisfeitas com a escolha que fizeram? Quantas já mudaram de curso?

profissoes

Já estamos no segundo semestre de 2015 e, para muitas pessoas, este é um período de preparação e muito estudo para o vestibular. Momento em que a ansiedade, dúvida, medo e insegurança se apresentam intensamente.

De acordo com o Censo de 2013 existem mais de 7,3 milhões de alunos matriculados em universidades. Anualmente, ingressam aproximadamente 2.742.950 de universitários. Destes, apenas 991.010 concluem a graduação.

Muitas pessoas já sabem desde criança qual profissão desejam seguir, outras decidem no decorrer do Ensino Médio e muitas escolhem pela questão financeira, profissão familiar, influência dos irmãos, amigos e sociedade. Independente do seu caso, vamos conversar sobre dois processos que vão lhe ajudar neste momento: Tomada de Decisão e Plano de Ação.

Por onde começa uma tomada de decisão pessoal? Pelo autoconhecimento. Resgatar sua história, expectativa familiar, influência cultural e conhecer seus valores e objetivos de vida. Listar também o que você gosta e ama fazer?  Quais são seus pontos fortes e fracos? As escolhas profissionais devem estar alinhadas ao que você deseja para sua vida e ser de autoria própria. Quanto maior for o seu autoconhecimento, mais segurança você terá para escolher a profissão. Caso tenha dificuldade, ao invés de escolher qualquer profissão, busque um Psicólogo para trabalharem a Orientação Profissional.

Acompanho no meu consultório diversos exemplos de influências e expectativas implícitas dos familiares, amigos e sociedade. É necessário incentivar e empoderar as pessoas para escolherem sua profissão. Tal decisão é intransferível e representa um passo muito importante.  Lembro-me de um caso, em que um paciente me disse: “preciso que você me ajude. Estou no último semestre de Medicina e quero cancelar o curso. Meus pais não aceitam. Não quero ter esse diploma, quero cancelar e fazer Ciência da Computação”. Casos como este, são comuns, assustam e geralmente evidenciam que a etapa do autoconhecimento e herança da escolha foi deixada de lado.

Após realizar a escolha, inicia-se a etapa do planejamento, organização e gestão do tempo. É hora de formatar seu plano de ação. Planejar é um hábito que pode ser desenvolvido por todos. Transforme o planejamento em algo natural e que faz parte da sua vida. Descreva o seu objetivo de forma clara e coerente. Faça um passo a passo do que será necessário fazer para atingi-lo e deixe-o no seu mural. Acompanhe seu desempenho diariamente.

Faça um cronograma semanal incluindo todas as atividades. Afinal, utilizar a memória como agenda gera ansiedade. Sugiro adicionar uma alimentação saudável para ter energia no estudo, bem como realizar atividade física que, além de liberar endorfina, ajuda na concentração. Planeje tempo para momentos de lazer (pelo menos de 30 a 60 minutos diários). Respeite a necessidade de dormir, pois contribuirá na memorização. Faça lista das atividades e identifique quais são prioritárias, importantes ou urgentes.

Por fim, foque no seu objetivo. Estude com qualidade, enfrente os pensamentos e comportamentos autosabotadores e enfrente os obstáculos. Desenvolver competências de planejamento, organização e flexibilidade contribuirá para o atingimento das metas.

Aproveite este momento, pois quanto mais energia e entusiasmo você dedicar a ele, maior será sua satisfação ao iniciar uma etapa cheia de surpresas e aprendizados, como é a “vida universitária”.

Obs: Acesse www.janainaleao.com.br   e vá em Artigos. Lá encontrará depoimentos de  como algumas pessoas fizeram sua escolha profissional.

Espero que tenham gostado. Ótima reflexão e ação.

Dúvidas? Entre em contato.

Até a próxima. Estamos juntas!

Beijos,

Janaína Leão (CRP 06/116747): Psicóloga e Coach com expertise em desenvolvimento de pessoas. Especialista em Psicoterapia Clínica (individual, casal e família) e Gestão de Pessoas. Formação em Life e Executive Coaching  em instituição reconhecida pelo ICF. Atua como Psicóloga Clínica desde o início da carreira e também já atuou como Consultora Organizacional em empresas multinacionais, médio e pequeno porte e terceiro setor. Possui experiência em desenvolvimento pessoal e profissional, área clínica, planejamento de carreira, life e executive coaching, psicopatologias, recursos humanos e empreendedorismo.

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