Todos os artigos por Janaína Leão

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Dê valor ao que tem valor!


10 • 01 • 2018
por Janaína Leão

Olá meninas!

Ao longo da vida aprendemos que as conquistas materiais representam nosso trabalho, que vem acompanhado de esforço, dedicação, empenho e em muitos casos estresse e sofrimento. Quanto mais temos, mais queremos ter, até que chega um belo dia e nos deparamos que “tudo aquilo” são acessórios e não tem “O” valor ou a importância que dávamos.

A maturidade faz com que valorizemos pessoas, momentos, situações que em outros momentos passava batido. Para aqueles que já são pais, não tem nada mais restaurador do que encontrar o filho, abraçar, cuidar, zelar, ouvir um “eu te amo”. Nada mais revigorante do que reencontrar velhos amigos, para conversar, gargalhar e planejar novos encontros. Abraçar o(a) amado(a) é energizante e, em alguns casos, o tempo podia parar por segundos, apenas para ficar, ali, curtindo aquele intenso momento.

Com o tempo, aprendemos que quanto mais compramos, mais abafamos nossas mágoas e que a alegria é momentânea e as dívidas tiram o sono, causam mau-humor e nos desestruturam.

Hoje sabemos que a sua relação com o dinheiro, fala muito do que lhe foi ensinado, falado e vivido. O modelo mental de gastar, torrar dinheiro, viver de empréstimo, não ter poupança é um modelo mental. Exemplo: Conheço pessoas que ganham razoavelmente bem e já construíram seu patrimônio, como também aqueles que gastam e vivem no vermelho.

Pessoas que vivem preocupadas com dinheiro, na sua maioria, refletem uma falta de planejamento e organização. Por que preciso de dinheiro? Por que ele é importante para mim? Quanto eu preciso? Quais minhas responsabilidades financeiras, meus custos fixos e variáveis? Eu sei no que posso gastar mês a mês? Sei quanto vou conseguir investir ao longo do ano que se inicia? Quanto eu quero ter de dinheiro em dezembro de 2018? Quanto eu quero gastar ao longo do ano?

Com o tempo aprendemos que o dinheiro facilita e que devemos investir e não só gastar. Devemos acumular, viver na abundancia e não endividados. Estes itens não se referem apenas à parte financeira e sim a outras áreas da vida. Quanto mais vivermos na reserva, mais “resultados reservas” teremos.

Quando você estiver equilibrado financeiramente, certamente entenderá que o que vale na vida é a nossa saúde física e emocional, nossos familiares, amigos, nossa carreira e, principalmente, a forma como nos relacionamos conosco e com os outros. O que conta na vida é o legado que deixamos, os amores que criamos, a vida que vivemos e transformamos.

Vamos dar valor para o que tem valor: a vida!

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Qual é o primeiro amor que nos “alimenta”? O próprio!


29 • 12 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Qual é o primeiro amor que nos “alimenta”? O próprio!

Vamos quebrar regras e ao invés de falar de objetivos para o próximo ano, vamos conversar sobre amor e equilíbrio?

Criar objetivos eu acredito que a maioria das pessoas já sabe e para aquelas que ainda têm dúvidas, podem ler os diversos textos que já escrevi para o blog sobre a temática. A distância que existe entre criar um objetivo e executá-lo em constância é uma das maiores dificuldades. Por que paramos na metade do caminho? Além das crenças irracionais – pensamentos e comportamentos autossabotadores, o que mais acontece?

Quando criamos alguma coisa precisamos desenvolver afeição, cuidado, interesse e, na sequência, amor. Se criarmos algo que não faz sentido, a tendência a não dar continuidade é altíssima, surgindo irritabilidade, cansaço, descaso e muitos questionamentos até chegar na desistência.

Não adianta exigir de si mesmo objetivos se você não tem claro aonde quer chegar, o que gosta, o que não gosta, o que ama, o que não tolera ou ainda seguir porque lhe falaram ou porque está em “alta”. Na vida, devemos buscar aquilo que faz sentido, que faz você trabalhar de forma leve, feliz e satisfeita. {claro que todo trabalho cansa e dependendo da intensidade gera stress e isso não significa que você não o ama.} Ah! Isso é utopia? Será? Na minha opinião, utopia é você acreditar que deve seguir um padrão independente do seu desejo. Utopia é criar um distanciamento entre você e a realidade que você criou para mascarar o que deve ser feito. Bem, se você já passou por isso, sabe que um dia a conta vem e com “juros”.

Lembram que eu falei como conversaríamos sobre amor e equilíbrio? Quando falo em amorprimeiro de todos é o próprio – está ligado ao autocuidado, autoproteção e autoconhecimento. É uma conversa interna que ao invés de se vitimizar, você se acolhe e trabalha todos os pontos que está insatisfeito. Amor próprio é estabelecer limites, evitar a submissão, é ter voz ativa, se posicionar, cuidar daquilo que faz sentido – independente do que o outro acha que você deveria fazer – afinal, ninguém melhor que você sabe das suas reais necessidades. Mas isso é ser egoísta? Não, egoísmo é um amor exagerado (exclusivismo) pelos próprios interesses e que despreza as necessidades alheias.

Aumentar o amor próprio fará com que você sinta o amor pelas suas escolhas e pelos outros. Não adianta reclamarmos do amor, ele é um sentimento sentido e aprendido ao longo da vida. Cada pessoa tem a sua forma de amar – seu jeito de demonstrar e o necessário é sentir o amor.

O amor nos conecta conosco, com nossos objetivos, minimiza as procrastinações, uma vez que decido, sei onde quero chegar e busco recursos para tal. Os obstáculos são enfrentados e não somatizados. As crenças irracionais são trabalhadas. Competências comportamentais desenvolvidas e a cada dia mais próximo daquilo que faz sentido – seus objetivos.

O amor nos conecta com a natureza, com pessoas, animais e com a vida. O amor transforma, aproxima, protege, admira e não sufoca.

Já o equilíbrio acontece quando temos claro o que queremos e o que estamos fazendo para atingi-los. O equilíbrio é um processo de maturidade e tem muito a ver com cautela, constância e foco. Quantas vezes você já desistiu de algo porque o “tempo mental” que você criou ficava muito aquém do “tempo real”? Desistimos por falta de paciência, por não querer enfrentar as dificuldades e por acreditar que os resultados devem ser rápidos. Quando olhamos para os resultados das pessoas que admiramos, em muitos casos fazemos a leitura de que foi rápido, todavia, na maioria das vezes, ninguém acompanha o processo, as noites em claro, o tempo de estudo e muita dedicação. É fácil olhar os resultados alheios e julgar.

Por fim, mas não o fim e sim o inicio, antes de criar seus objetivos sinta o amor (consigo, pessoas, coisas e processos) e perceba a sua “vibração” e o quanto você está preparada para criá-los. Criar só por criar você já deve ter feito – se for para criar que seja para seguir e não precisa ser apenas no final do ano. Afinal a sua vida acontece nos 364 ou 365 dias do ano e todo dia é um novo dia!

Meu desejo é que o novo ano lhe traga como base o amor e que você possa senti-lo na sua essência. Ótimas festas e comemorações! Gratidão por mais um ano de troca, reflexão e aprendizado!

Estamos juntas!

Um beijo!

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Perdoar é libertador! 


11 • 12 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Hoje iremos conversar sobre perdão, mas antes disso vamos refletir sobre o rancor.

Mentalmente, quais pessoas ou situações você deve perdoar e que até hoje não conseguiu?! Ao final reflita se não está na hora de você dar uma oportunidade para si mesmo.

O rancor nos distancia de nós mesmos, dos outros e da vida. O rancor pesa e somos inundados por uma energia negativa que em muitos casos nós geramos para si próprio. O rancor alimenta a raiva, o ódio e mantém você preso ao sentimento de mágoa. Em alguns casos, vem acompanhado de vingança e, quanto mais conectado você estiver ao rancor, ressentimento, maior será a sua dificuldade de seguir em frente.

Você nunca errou? Eu, já e muitas vezes. Errar é uma condição humana. E, em alguns casos, demonstra fragilidade, incertezas e confusões. Erramos e aprendemos e, assim, seguimos na vida, certo? Para algumas pessoas essa frase é muito distante da realidade, pois não perdoam seus próprios erros quem dirá os dos outros.

Quando falamos de perdão, independente da sua religiosidade e espiritualidade,  estamos falando de você perdoar os seus próprios erros, suas amarras e também aquilo que o outro lhe fez. Perdoar não é aceitar a situação e sim entender o cenário, perdoar e seguir em frente. Não ficar preso ao passado, remoendo o assunto por anos e anos, ao contrário disso, o rancor e o ressentimento ficam em evidência.

Eventos traumáticos acontecem e levam um tempo para serem entendidos. O que vai diferenciar é a forma como você vai encarar a situação. Quando a situação acontece é comum sentir raiva, impotência, desespero, vingança e o principal nesse período é buscar entender o cenário antes de criar uma exposição. Lembre-se que toda ação tem uma reação. Em muitos casos, contribuímos para que os outros ajam de tal forma, mas é difícil reconhecer sozinho esse detalhe. Não existe uma pessoa ruim 24 horas por dia, sete dias da semana. O que existe são seres humanos que erram,  uns de forma pensada, outros por impulso, alguns que usam drogas licitas ou ilícitas para justificar o meio e aqueles que possuem alguma psicopatologia. O ponto chave é que eu, nem você e nem ninguém deste mundo é perfeito.

Quando você consegue se perdoar pelas suas falhas, você terá capacidade para perdoar o outro – no seu tempo, mas é importante que ocorra. O perdão te libertará e deixará você mais leve e mais conectado com a sua realidade e não com a realidade “fantasiosa” que você criou.

Perdoar é uma escolha e uma decisão. É olhar para si ou para o outro e ter empatia. Sei que em muitos casos é difícil, porém volto a afirmar: perdoar não é aceitar ou concordar e sim entender o que ocorreu – no seu tempo recomeçar e não ficar preso ao passado. É ressignificar a história e não reviver o ocorrido. Quando perdoamos nos conectamos com o amor próprio e com o amor ao outro. Além de liberar um “espaço mental e no coração”. Perdoar alivia, minimiza a ansiedade e stress, aumenta a imunidade e dá espaço para novas oportunidades. Perdoar continua sendo uma das melhores atitudes que você pode desenvolver para enfrentar situações desconfortáveis e seguir em frente.

Vamos começar o ano com paz de espírito e não apenas julgando e apontando os erros e defeitos dos outros. Afinal, nós cometemos tantos erros quanto os outros. Afinal, Natal é renascimento, nada melhor do que renascer em si mesmo.

Ótimas comemorações!

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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