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Foco | Planejar para focar


18 • 09 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

O que você está pensando nesse exato momento? Você já deve ter percebido como a nossa atenção flutua e se dispersa ao longo do dia. Já comentei em outros textos, que temos de 40 a 60 mil pensamentos durante um dia e, destes, apenas 5% são conscientes.

Você já reparou que quando não temos claro o que temos para  fazer e, principalmente, como faremos, passamos o dia “fazendo” muitas coisas e, por vezes, deixamos o principal de lado? Já percebeu que na correria do dia a dia você deixou de prestar atenção em muitas coisas e fica no modo automático? Ex.: Acorda, toma banho, café, vai para o trabalho, faz atividade física, janta, mexe nas redes sociais e, ao mesmo tempo, conversa com amigos, familiares, escuta música, pensa em muitas coisas e não se lembra como foi o banho, qual o cheiro do shampoo, como escolheu a roupa, o que tinha no café da manhã – qual o gosto e etc. Quantas vezes você já ficou horas no celular mexendo nas redes sociais e não fez aquilo que era importante?

Bem, isso acontece quando não planejamos e nem organizamos o nosso dia.

Muito se fala em foco e afinal você sabe o que significa?

Foco é escolher uma atividade para executar com atenção – momento em que você para e faz o que se propôs. Para conseguir focar você precisa driblar as distrações sensoriais e emocionais, que Daniel Goleman destaca no seu livro chamado Foco. Ele defende o desenvolvimento de três tipos de foco: o interno, o externo e o empático (voltado para o outro):

  • O interno é a habilidade de se concentrar, apesar do que há ao redor.
  • O externo é a capacidade de análise do ambiente.
  • O empático é a competência de prestar atenção em alguém.

É fato, precisamos direcionar a nossa atenção e focar conscientemente naquilo que é importante para nós – nossos objetivos. Quando fazemos isso direcionamos nossa energia, a percepção fica mais aguçada e, por vezes, falamos: “nossa, nunca tinha reparado isso”. Um exemplo clássico é quando uma mulher decide engravidar e ela começa a perceber como tem mulheres grávidas a sua volta. Ou quando você quer abrir um negócio e começa a planejar e percebe que tem muitos negócios semelhantes. Tudo isso é foco. Ah! Isso também acontece para o negativo.

O foco determina a nossa realidade, porém cada pessoa enxerga e sente de uma forma e isso já deve ter acontecido com você. Exemplo: você foi a um show com amigos – cada um fará uma leitura do show –, todos foram no mesmo lugar, mas não tiveram a mesma sensação. Isso também é foco.

Como vivemos num mundo de multitarefas, desenvolver essa competência comportamental – foco é uma tarefa que requer muito treino e dedicação – é importantíssimo. A nossa capacidade de focar em tarefas diárias, desde as mais simples até as mais complexas, impactará nos resultados que estamos buscando para nossa vida profissional e pessoal. Vamos nos concentrar no agora e planejar, só assim seremos produtivos e teremos êxito.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Dicas para melhorar sua comunicação


21 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Olá queridos!

Você sente dificuldade de se expressar verbalmente? Se sente seguro para se posicionar, para expor sua ideia, negociar uma promoção ou criar limites?

A forma verbal ou não verbal como nos comunicamos, em muitos casos, encaminha e determina o resultado final da conversa.

A comunicação não verbal inclui expressão facial e corporal, gesticulações, vestimentas. A comunicação verbal é a forma como você fala e, principalmente, ouve e interage. Esteja ciente da sua postura, o que vai conversar – objetivo da conversa –; demonstrar conhecimento e preparo, gera credibilidade.

A história de vida, a forma como aprendeu e os exemplos dos seus familiares se comunicando, dizem muito sobre você e sua interação. Pessoas que tiveram uma educação mais rígida, em que não tinham espaço para manifestar opinião, algo mais tolhido e com cobranças e punições, em muitas vezes, podem se sentir intimidadas para criar conversas ou se posicionar.

Preparei algumas dicas que podem contribuir para você aprimorar essa competência comportamental chamada comunicação:

  • Falar com clareza: levante ideias e crie engajamento;
  • Para uma conversa mais formal, esteja ciente da sua postura, o que vai conversar (objetivo da conversa, demonstrar conhecimento e preparo gera credibilidade);
  • Quando você estiver conversando, observe também o seu ouvinte e a forma como ele está interagindo;
  • Dominar o assunto: buscar informações sobre a pessoa com quem você irá conversar lhe deixará mais confiante e preparado;
  • Se possível, busque incluir pontos em comum, citar exemplos que tem a ver com  o assunto, ser recíproco, reconhecer, valorizar e envolver o outro no processo. Uma forma de criar vínculo;
  • Conversar de forma equilibrada: nem tão pouco e nem tão exagerado e, é claro, dar espaço para o outro se posicionar.
  • Manter contato visual – o olho no olho.

Importante: se a pessoa quer desenvolver a competência de comunicação, precisará treinar muitas vezes, como se fosse desenvolver um músculo. Esse treino inclui simular conversas com diversas pessoas. Pode ser no mercado, farmácia, com amigos, familiares, no trabalho, etc.

Lembre-se: quando você estiver ouvindo o outro busque se concentrar no que ele está falando e não no que você pensa sobre a pessoa ou sobre o assunto.  Cuide para não se precipitar, tenha calma, cautela. Afinal, muitas vezes, as pessoas demonstram sua instabilidade emocional pela fala ou por não ouvir o que o outro está falando.

Treinem e depois me contem como estão os resultados.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

 

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Amor patológico: procure ajuda profissional


07 • 08 • 2017
por Janaína Leão

Oi meninas, tudo bem?

Na última coluna, abordei o tema relacionamento, expondo a diferença entre o amor e a paixão. No texto de hoje, darei continuidade ao assunto relacionamento, porém fazendo uma reflexão muito séria e que, se não identificada e tratada, pode causar graves problemas.

Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação. Ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social;

– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…;

– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo;

– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada;

– Perseguições;

– Sintomas físicos de abstinência;

– Comportamentos impulsivos e irracionais;

– Preocupação excessiva;

– Tortura psicológica;

– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o parceiro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes, a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Caso tenha se identificado com a nossa conversa ou conheça alguma amiga com este tipo de relacionamento, busque ou sugira ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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