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Paixão: você sabe até que ponto é um sentimento saudável?


24 • 07 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Paixão e amor são sentimentos distintos e a forma como se sente pode ser indicador de saúde mental. Para saber se é patológico ou não, é necessário ficar atento para três pontos: intensidade, frequência e grau de prejuízo.

A paixão é mais intensa, fugaz, gera atitudes insanas, pensamentos obsessivos  e sempre está associada com sintomas físicos, como, por exemplo, frio na barriga, taquicardia, mãos trêmulas, sudorese…

Já o amor é um sentimento construído e reforçado a cada etapa de vida do casal. É estável, dá segurança, tem planos em conjunto, bem querer, admiração, incentivo e convívio social.

Na paixão a tendência é enxergar no outro aquilo que você desejaria que ele fosse e que na realidade não é. Já deve ter acontecido com você o seguinte caso: na época, na paixão, achou o seu parceiro “perfeito” e com o passar do tempo começou a ver seu parceiro de outra forma. Será que foi ele que mudou ou você que criou uma imagem?

Quando falamos de paixão, falamos de sistema de recompensa, termo criado por James Olds nos anos 60. É uma complexa rede de neurônios que é ativada quando realizamos atividades que dão prazer (sexo, comida, bebida, poder, superação e drogas). Sistema de recompensa que libera dopamina, o que justifica o prazer, este que, por sua vez, dura segundos e por isso a pessoa quer sentir mais e mais.

Ao contrário do que muitos dizem, especialistas afirmam que paixão não acontece por acaso. Pode se tratar de uma escolha inconsciente e faz parte do seu momento de vida e daquilo que você quer para si e para viver. Existem pessoas que quando passada a euforia da paixão, terminam a relação e buscam uma nova paixão. São pessoas que precisam constantemente de prazer. Como também existem pessoas que não se permitem viver a paixão.

Infelizmente, muitas pessoas não levam em consideração a intensidade desse sofrimento. Se você se identificou com a nossa conversa, busque ajuda profissional, que pode ser de um psicólogo e/ou psiquiatra – em muitos casos será necessário uma intervenção com ambos.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

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Comece agora!


10 • 07 • 2017
por Janaína Leão

Olá meninas!

Comece agora! Só hoje, quantas vezes você adiou aquela tarefa importante que há dias está na sua lista de prioridades? Já disse hoje para você mesmo “depois eu faço” ou “amanhã eu me preocupo”? Faça uma checagem mental e veja quantos dos seus planos ficaram para trás por conta da procrastinação. Já passamos da metade do ano. Até agora, mais de 190 dias dos 365, já ficaram no passado. Quais são os seus planos para o segundo semestre desse ano?

Procrastinar é o comportamento de se adiar tarefas, de se transferir atividades para “o dia seguinte”, deixar de fazer algo ou até interromper o que deveria ser concluído dentro de um prazo determinado (Kerbauy, 1997). A procrastinação também pode ser definida como o atraso voluntário de uma ação, apesar das consequências negativas futuras previsíveis. É optar pelo prazer ou humor de curto prazo às custas do longo prazo. Se você se identifica com esse comportamento, está na hora de rever suas prioridades e se reorganizar.

O primeiro passo para modificar um comportamento é entender como ele afeta sua vida. Se você não consegue cumprir tarefas, tendo habitualmente o comportamento de sempre “empurrar com a barriga”, provavelmente você, além de prejudicar tarefas do seu dia a dia, estará comprometendo seus planos e metas para o seu futuro. Acaba se tornando um comportamento cíclico e inerte.

Além disso, podem existir diversas causas subjacentes à procrastinação, como ansiedade em situações sociais, má gestão do tempo, dificuldades de concentração, crenças e pensamentos disfuncionais acerca de si próprio e/ou do outro, falta de motivação, entre vários outros motivos. A procrastinação crônica pode ser um sinal de dificuldades em nível psicológico.

Se você percebe que sozinho não conseguirá, procure orientação profissional e estabeleça metas para este segundo semestre. Se você percebe que é uma questão de preguiça apenas e que você, com organização e comprometimento, conseguirá, faça uma lista diária de tarefas e determine horários. Ao longo do dia, se esforce e tente cumprir todas e, ao final do dia, analise suas conquistas e os pontos que teve maior dificuldade. Entenda como você funciona, perceba os horários de maior lentidão e de maior performance.

Reconheça que procrastinar vai lhe trazer mais dor do que realizar a tarefa. Na maioria das vezes, as coisas são menos complicadas do que pareciam ser e te trarão satisfação assim que realizadas. O adiamento do que tem que ser feito, na maioria das vezes, proporciona um alívio temporário, porque o procrastinador acredita que tudo dará certo no final, porém, isso não ocorre, pois causa estresse e ansiedade.

Sabe aquela dieta que você prometeu começar lá no início do ano? Ou aquele curso que você sempre quis fazer? E a sua tão sonhada aprovação no concurso? O que você está fazendo para realizar os seus objetivos? Comece hoje, agora! Você ainda tem metade de um ano pela frente, há muito o que realizar! Chega de procrastinar, vamos agir! Vamos juntas?

Excelente reflexão!

Até a próxima, um beijo.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

@psicologa_coach  |    janaina@janainaleao.com.br     |    www.janainaleao.com.br

 

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Somos A Soma De Nossos Hábitos


26 • 06 • 2017
por Janaína Leão

Olá, queridas!

Estava lendo a revista “Scientific American: Mente Cérebro” e me deparo com a seguinte matéria: “O cérebro se acostuma com a desonestidade”, da jornalista Monica Oliveira. Logo resolvi copiar um trecho da entrevista para conversar com vocês sobre esse assunto:

Quando repetimos seguidamente uma ação, tendemos a nos aperfeiçoar nessa prática. Com mentiras a lógica é a mesma: faltar com a verdade com frequência nos torna mentirosos cada vez mais habilidosos – e constantes. Começamos com engodos mais “inocentes” e, aos  poucos, eles abrem espaço para outros maiores. Do ponto de vista neurológico, o cérebro se familiariza com esse comportamento. Um estudo publicado no periódico Nature Neuroscience sobre uma pesquisa desenvolvida na Universidade College de Londres revelou uma conclusão inquietante: nós nos acostumamos à desonestidade e nossos julgamentos como certo e errado se tornam gradativamente mais elásticos. Exames de ressonância magnética realizados enquanto voluntários eram convidados a mentir em variadas circunstâncias mostraram que as amigdalas passam a ser gradualmente menos ativadas à medida que se pratica a desonestidade com maior constância. E mentir se torna uma prática corriqueira, principalmente quando a pessoa acredita realmente na mentira que conta.” (Scientific American: Mente Cérebro. Junho de 2017).

Já conversamos em outros textos sobre hábitos e, mais uma vez, os lembrarei que hábitos podem ser positivos e negativos e eles “nascem e se desenvolvem” quando repetimos atitudes e comportamentos, devido às sinapses – conexões cerebrais que são realizadas ao ter as ações.

Nas “Quartas do Sofá” – live no Instagram em que refletimos sobre alguns assuntos – já conversamos sobre percepção – forma como sentimos, vemos e agimos diante do mundo e para ele. Somos seres humanos em constante crescimento, evolução e somos impactados diariamente por tudo o que ocorre conosco, com pessoas próximas e com o mundo. Além disso, cada pessoa tem sua genética, se desenvolve dentro de um contexto familiar que sempre tem peculiaridades e a cultura que está inserida. Esse “combo” ainda inclui inconsciente – recordações e sensações. Tudo isso contribui para que não existam duas pessoas com personalidades, pensamentos e comportamentos iguais. Somos únicos! Mas o que isso tem a ver com o assunto proposto? Tudo! O que fazemos hoje é reflexo – daquilo que já vivemos, sentimos, seja positivo ou negativo. Somos um todo e não partes.

Você pode ter vivido a mesma situação que seu irmão ou irmã – se você é filha(o) única(o), que seus pais, e o impacto é diferente. Cada pessoa sente de uma forma e ao longo da vida nos encarregamos de buscar o que queremos acreditar para evitar o que não gostaríamos. Esse comportamento acontece com todos nós – inconscientemente buscamos proteção, por vezes cometemos equívocos que, na maioria das vezes, têm a ver com o nosso padrão familiar, crenças e repetições familiares.

Dadas as informações acima, uma coisa é fato: reflita sobre suas posturas e seus hábitos – positivos e negativos. Aumentar o seu autoconhecimento é a única garantia que você terá para conhecer os seus valores, princípios de vida, o que você espera, quer e está disposta a fazer nessa passagem pela terra, chamada vida!

Tudo começa por você – histórias que você conta e acredita e as histórias reais – crenças – atitudes – comportamento. Aumentar os recursos internos te trará segurança para entender seu padrão.

Ótima reflexão!

Espero que tenham gostado. Dúvidas? Entre em contato.

Um beijo e até a próxima.

Janaína Leão: Psicóloga e Coach

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