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Novidades do 12º Meeting Anual de Médicos | Laser e Terapias Estéticas de Pele


08 • 11 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!

Como prometido, hoje falarei sobre as novidades que trouxe de Harvard, em Boston. Semana passada aconteceu o 12º encontro anual de médicos, promovido pela Harvard Medical School e o Genetal Hospital Of Massachussets. O tema do curso era “Laser and Aesthetic Skin Therapy: Whats the truth? | Laser e terapias estéticas de pele: Qual a verdade?” Dentro deste contexto, os assuntos abordados foram: tratamento de doenças dermatológicas, tratamentos à laser, novas tecnologias, energy based devices, preenchedores, toxina botulínica e, algumas tecnologias da medicina estética.

O diferencial desse encontro só para médicos, é o fato de não existir patrocínio e nem influência da indústria farmacêutica. Os médicos apresentam o que há de evidência científica, sem conflitos de interesses. E, os palestrantes, professores experts dos EUA, Canadá entre outros países. O gênio Dr. Richard  Rox Anderson, professor de ciências da saúde e tecnologia no MIT, preside o curso. Faz toda a programação e dá aulas maravilhosas com conteúdo de física, medicina e filosofia. Dr. Rox já desenvolveu varias tecnologias como o tratamento de cicatrizes à laser, o uso de laser para depilação, lasers atraídos pelos pigmentos de vasos e pigmentos como melanina, sem falar sobre as contribuições para medicina.

O curso foi muito enriquecedor, pois não basta saber parâmetros, seguir receitas de bolo, instruções que vem nas mais modernas tecnologias como livro de receitas. Para usar as tecnologias mais modernas e atuais com maestria e extrair delas o melhor, é necessário entender como funciona o conceito de cada tipo de laser, sua atração pelo alvo, seu comprimento de onda, tamanho do spot e o que isso influencia na entrega da energia, duração de pulso e seus efeitos. O que cada comprimento e duração de pulso faz com cada “ alvo”, a iteração energia – pele, afinidade.

Conceitos muito importantes foram esclarecidos de forma didática. Novos conceitos e novidades tecnológicas foram apresentadas. Além disso, houve discussão sobre as tecnologias atuais, quais compensam, quais não, e o por que disso. O que o futuro nos reserva, tanto na medicina, quanto na ciência como um todo.

Entre as novidades, a iteração de tecnologias em um mesma sessão (soma de lasers em ordem específica) para tratar pigmentação, vascularização, textura, rugas e flacidez ao mesmo tempo. Protocolos novos e seus parâmetros foram divididos. Doenças  como melasma, rosácea, acne, cicatrizes, foram discutidas entre médicos de todos os cantos do mundo. Profissionais super capacitados, de países árabes e indiano dividiram suas experiências em como tratar com segurança a pele morena. Médicos que tratam militares e cicatrizes pôs guerra dividiram suas experiências, resultados e parâmetros.

A formação de colágeno novo, a luz pulsada na energia e parâmetros indaquados piora o melasma, mas nos parâmetros adequados ajuda a diminuir o rebote e tratar a doença de forma mais completa. Além disso, foi mostrado como evoluímos e com a iteração de alguns lasers é possível obter resultados importantes e grande melhora em cicatrizes e estrias.

Todas essas discussões e trocas beneficiaram muito os médicos que participaram. Voltamos com um conhecimento muito mais profundo sobre a iteração de energia – pele, o que possibilitará melhor tratamento de pigmentos, vasos, cicatrizes, rejuvenescimento, tatuagens e depilação.

Também foram abordados temas como cabelo, melhores opções de tratamento, resultados, o que existe de evidência em relação ao segmento. De forma prática e resumida, foi retificado a importância do tratamento, associando laser e luz intensa pulsada para o componente vascular do melasma, da rosácea, do fotodano, além do seu benefício na textura da pele.

Em cosmecêuticos, as evidências mostram que apenas a vitamina C, em concentração e ph específico, os derivados do ácido retinoico e a nicotinamida tem efeito comprovado no retardo do envelhecimento. O resto apenas hidrata a pele, desmistificando a indústria e suas promessas anti age.

Destacou-se o laser de nanossegundos (Q -switched nd yag ) para pigmentos, nd yag 1064 para tratamento de acne,  rejuvenescimento e vasos, dye laser e  luz intensa pulsada para vasos, pigmento e produção de colágeno, CO2 e Erbium para resurfacing ablativo e não ablativo, além da radiofrequência ablativa no tratamento de rugas, radiofrequência e ultra-som no tratamento da flacidez e radiofrequência e laser como melhores opções para tratamento da gordura localizada, além do desoxicolato.

Muito se falou sobre o “drug delivery” pós microagulhamento. Em Boston, eles usam muito as “canetas” com agulhas que giram e fazem os furos com menos riscos e mais conforto. Outro tema bastante abordado foi o laser híbrido (ainda não tem no Brasil, mas esse é meu sonho de consumo 😍). O mais falado deles foi o Halo, laser que dispara ao mesmo tempo duas energias, ablativa e não ablativa, possibilitando um resultado que apenas o ablativo permite, mas sem o downtime (tempo de recuperação da pele) que o ablativo exige .

Outra novidade é um device que deve chegar em breve no Brasil. Trata-se de um aparelho que faz uma subcision perfeita, cirurgia que melhor trata a celulite.

A medicina nos próximos anos irá evoluir muito, os lasers em desenvolvimento, possivelmente, em poucos anos, possibilitarão a cura de doenças como acne, excesso de suor e até câncer . Estudos mostram uma possível forma de tratar câncer de pele , e outros tumores internos, como o de pâncreas, através de lasers específicos para esses tecidos doentes.

Voltamos muito empolgadas e encantadas com o futuro da medicina. Fiquem tranquilas que nas próximas colunas, falarei sobre cada tema de forma mais complexa e separadamente.❤️

Beijos,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

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A Dermatite Atópica


19 • 10 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!

Essa semana vou falar sobre um tema que muitas pessoas me pediram  para abordar, a Dermatite Atópica. Trata-se de uma doença que causa uma disfunção na barreira cutânea. Por uma alteração da estrutura da epiderme, a pele do atópico perde mais água para o meio, ou seja, fica sempre ressecada. E pele ressecada,  coça. Além disso, existe uma alteração na resposta inflamatória do paciente acometido, o que causa uma liberação de fatores pró inflamatórios, favorecendo uma exacerbação da resposta infecciosa.

Pelo fato da barreira cutânea estar comprometida, todas as moléculas do meio ambiente penetram mais na pele, ativando a reposta inflamatória que já está alterada na doença. E, ao coçar a pele seca, ela fica mais propensa a fazer machucados e também a ser atacada por microorganismos como bactérias, vírus e fungos. Isso faz com que o contato com algumas substâncias cause crises de atopia.

Na pele, essas se manifestam com muita coceira e lesões avermelhadas, descamativas. Muitas vezes, soltam líquidos que, com o tempo, vão deixando a pele com aspecto espesso e escurecido. Outras manifestações: manchas brancas (ptiriase Alba), bolinhas no braço (ceratose folicular), parecidos com mini cravos, linhas profundas abaixo dos olhos, além de descamação e vermelhidão, espessamento e aprofundamento das linhas das mãos e pés, entre outras alterações.

Na grande maioria dos casos, a doença começa logo no primeiro ano de vida e quase sempre se inicia durante a infância (dermatite atopica que inicia após a infância e muito raro). A doença costuma seguir um curso nos 2 primeiros anos de vida. As lesões são mais comuns no rosto, pescoço e tronco, e costuma poupar a área da fralda. Já na segunda fase da doença a pele em geral fica muito ressecada e as lesões costumam ser eczemas (lesões vermelhas que podem ficar úmidas ou com casquinhas e podem formar feridas ao serem coçadas) e costumam acometer as dobras internas dos joelhos, cotovelos , mas também podem aparecer em outras áreas.

Após os 12 anos, a maioria dos doentes tem uma remissão importante mas, mesmo assim, sua pele costuma ser sempre seca. Em quem a dermatite persiste, as lesões costumam se tornar liquenificadas, ou seja, a pele fica espessa e coça muito. É comum a dermatite atópica se manifestar junto com rinite e asma, outras formas de atopia. A condição tem componente genético, geralmente existem mais acometidos em uma mesma família.

A doença deve ser cuidado pelo dermatologista, pois é uma doença crônica que deve ser tratada com medicações tópicas em casos leves e, em casos moderados e graves, usamos também medicação via oral. É imprescindível para o controle da doença a hidratação constante da pele, de preferência com a pele úmida e sempre com o produto correto. Evitar banhos quentes  pois aumentam o ressecamento da pele, restringir sabonetes a algumas partes do corpo como mãos, pés, axilas e áreas genitais, escolher produtos de limpeza menos agressivos para outras áreas como sindets, além de evitar outros fatores de exacerbação, como muito calor, muito frio, suor em contato com a pele, sol sem proteção adequada, ácaros e pólen, contato com animais peludos, tecidos sintéticos e lã, entre outros fatores que podem irritar a pele como poluição .

A dermatite atópica ainda não tem cura, mas quando bem tratada pode ser controlada.

Consulte seu dermatologista sempre e não esqueça que na dermatologia muitas doenças se manifestam de forma similar. Por isso, para fazer o diagnóstico, o médico precisa ser consultado.

Ótimo final de semana a todas e na próxima coluna vou falar sobre tratamentos que estão por vir ❤️.

Beijos,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

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Dano solar | Fotodano e os cuidados necessários com a pele


05 • 10 • 2017
por Clarissa Rittes

Olá meninas!!

Com o verão chegando, hoje falarei sobre o dano solar. Todas nós adoramos a energia do sol, o bronze, praia, mar…. não tem como não amar. Porém, poucas sabem que as horas de sol sem proteção até os 20 anos, costumam causar danos que só aparecem a partir dos 30, em média.

Isso acontece porque a luz solar, além de lesar o DNA das células da pele, se acumula ao longo dos anos na epiderme e esse acúmulo, após um tempo, aparece através de manchas, vasos e flacidez. Isso se chama fotodano, e dependendo da genética e tom da pele (quantidade de melanina), aparece após os 30, ou no caso de pessoas de fototipo baixo (brancas, com cabelo e olhos claros), surge muito antes. Em alguns casos, até crianças podem apresentar fotodano. Sardas, melanoses solares e vasinhos embaixo da pele são os primeiros sinais.

O maior problema do fotodano, além da parte estética (pacientes com fotodano, além de manchados, envelhecem mais rápido), é que esse dano solar cumulativo aumenta muito o risco de câncer de pele. Não só pode causar metástases e morte,. O câncer de pele gera cicatrizes e, algumas vezes, quando detectado muito tarde, deformações.

Muita gente protege o rosto mas esquece do corpo, o que faz muito mal, pois a pele do corpo também envelhece.  Pode notar que as pessoas que tomaram muito sol no corpo aos 20 anos, aos 30 apresentarão muito mais flacidez . Sem contar que todos os tratamentos para celulite, se baseiam na produção de colágeno, e quando nos expomos ao sol sem proteção e nos horários ruins do verão (das 10:00h às 17:00h) , além de correr o risco de queimaduras e câncer de pele, destruímos muito colágeno, piorando o resultado de tratamentos corporais e favorecendo o aparecimento de celulites, ” umbigo triste” e joelho caído. Ou seja, não faz sentido se expor ao sol sem proteção para destruir nosso colágeno ,se nos preocupamos em manter uma aparência jovem. Além disso, quando tomamos sol com protetor solar e nos horários corretos, o bronzeado vem aos poucos, sem queimadura (vermelhidão que arde e descasca dias depois).

Dicas importantes: Passar protetor solar a cada 3 horas, quando exposta ao sol, ou sempre que se molhar ou transpirar muito, água termal no pôs sol. Muita hidratação e o uso oral de antioxidantes que diminuem o dano solar, são muito recomendados para quem quer passar o verão com a pele linda e com muito colágeno.

Algumas pessoas têm uma genética com pouca produção de melanina (pigmento que deixa a pele bronzeada e protege da radiação solar). Essas pessoas tendem a sempre se queimarem e nunca bronzearem. Também são indivíduos com mais chances de ter câncer de pele. Por isso, além do cuidado redobrado, devem evitar ao máximo se expor sem chapéu, roupa com proteção UV e guarda sol. As branquinhas também são lindas e não precisam machucar a pele para tentar ter uma cor que a genética não permite .

Uma opção para quem quer preservar o colágeno e ter o bronze do verão é o JETBRONZE, técnica onde uma substância faz reação química com a queratina da pele, deixando a bronzeada sem fazer mal. Câmeras de bronzeamento com luz UVA são altamente nocivas e aumentam muito o risco do câncer de pele mais grave que existe, o melanoma. Uma ÚNICA sessão antes dos 20 anos pode aumentar em até 8x esse risco. O ” bronze da laje”, com aceleradores e luz natural também faz MUITO mal para a pele e pode causar queimaduras graves.

Por isso, atenção: consulte seu Dermato caso tenha muitas manchas, vasinhos, pintas ou feridas que não cicatrizam. Um câncer de pele detectado no início, tem prognóstico muito melhor do que quando descoberto tardiamente.

Beijos,

Dra. Clarissa Rittes

Para mais informações: Tel:. (11) 3045-4167 | IG: @clarissarittes

 

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